domingo, 31 de julho de 2016

O problema do atendimento: um prejuízo para os restaurantes.



Falar de atendimento ao cliente  é um tanto maçante. É um termo já digerido por todos  os  donos de restaurantes, hotéis e pousadas. Ao ponto de já não mais acreditarem que treinamentos sejam um investimento. O fato é ‘treinamentos enlatados”, não resolvem os problemas comportamentais  da equipe.

O velho ditado  que diz: “O olho do dono  engorda o gado”,  é uma  verdade das mais importantes em todo negócio.

Ontem eu e um amigo fomos almoçar num famoso restaurante frequentado por executivos, ambiente  cult, elegante, confortável e com um serviço de buffet  simpático. Porém o atendimento dos funcionários poderia  se dizer, precariamente perceptível, ficamos lá  uns 45  minutos, sentamos próximos  a entrada onde podíamos observar a maior  parte do salão, percebi  nesse  tempo  que entraram mais de 25 pessoas e não foram sequer recebidos, inclusive nós, ou mesmo dando-lhes alguma  atenção ou simplesmente uma boa acolhida de integração. Percebi  que  9 pessoas  entraram  e desistiram de consumir, ficaram em  duvida  quanto  aos  serviços,  até  porque  o  buffet  fica longe  da  visão de  quem entra. A perda de receita deve ser bastante  considerável neste  estabelecimento. Quanto as atitudes dos funcionários, nada, absolutamente uma postura fria e sem profissionalismo algum. Muito embora os funcionários sejam educados, faltam-lhes  liderança,  faltam-lhes antes de tudo,  treinamentos.

O pior foi ouvir  o lamento do garçom  reclamando  da casa que  lhe  acolhe.
O negócio só prospera com a presença constante do dono, ou até melhor  com a presença de um gerente que pensa  como o dono!

"Não deixe seu negócio nas mãos dos empregados pois é o olho do dono que engorda o gado!"

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Quanto ganha um Hoteleiro?



Fonte: Guia da Carreira

Você sabe quanto ganha um Hoteleiro? Conheça mais sobre a profissão, o mercado de trabalho e a média salarial!

 O Hoteleiro trabalha com a operação e administração de hotéis, pousadas,  resorts, SPAs e estabelecimentos similares. Também pode atuar com promoção de eventos, hotelaria hospitalar, atenção ao cliente em shopping centers e consultoria em projetos.

O crescimento da atividade turística e a realização de grandes eventos internacionais no Brasil mantêm a profissão de Hoteleiro em alta. Há empregos em praticamente todas as regiões do País, impulsionados também por fatores como a expansão da rede de hotéis, o aumento da malha de transporte aéreo e a exploração de novas atividades de lazer.

Descubra a seguir quanto ganha um Hoteleiro, quais são os mercados mais atrativos e como se tornar um profissional da área.

Piso Salarial do Hoteleiro

Os hoteleiros não possuem um piso salarial único em todo o Brasil. Os pisos salariais são definidos de acordo com a região onde o profissional trabalha. Cada uma tem um sindicato correspondente e os valores mudam conforme as convenções coletivas e acordos definidos junto aos empregadores.

Veja alguns exemplos de piso salarial para Hoteleiro no Brasil de acordo com os sindicatos correspondentes:

•Região do ABC Paulista: R$ 1.060
•Goiânia (GO): R$ 868
•Florianópolis (SC): R$ 875
•Salvador (BA): R$ 858
•Manaus (AM): R$ 800
•Rio de Janeiro (RJ): R$ 900

Salário Médio de um Hoteleiro

O salário médio do Hoteleiro varia de acordo com o cargo ocupado e o tempo de experiência. Essa variação pode ir de R$ 830 a R$ 11.200!

Veja alguns exemplos a seguir, extraídos do Guia de Profissões e Salários da Catho:

Gerente de Hotel

•Mínimo: R$ 2.800
•Média: R$ 5.148
•Máximo: R$ 11.235


Supervisor de Hotelaria

•Mínimo: R$ 1.400
•Média: R$ 1.767
•Máximo: R$ 2.800


Coordenador de Hotelaria Hospitalar

•Mínimo: R$ 2.600
•Média: R$ 3.738
•Máximo: R$ 5.600


Auxiliar de Hotelaria

•Mínimo: R$ 830
•Média: R$ 1.169
•Máximo: R$ 1.600


Recepcionista de Hotel

•Mínimo: R$ 1.204
•Média: R$ 1.226
•Máximo: R$ 1.639

Onde estão os melhores salários para Hoteleiro

Os melhores salários para o Hoteleiro estão nas grandes redes de hotéis, no segmento de luxo e em hospitais.

Nas grandes redes hoteleiras que operam no Brasil, como Accor e Blue Tree, temos o seguinte cenário:

•Gerente de Hotel: média de R$ 9.13
•Gerente Geral: média de R$ 7.333
•Coordenador: média de R$ 4.195
•Chefe de Recepção: média de R$ 3.265
•Gerente de Contas: média de R$ 3.248
•Supervisor: média de R$ 2.892
•Recepcionista Bilíngue: média de R$ 2.210
•Atendente: média de R$1.450

Nos últimos anos os hospitais passaram a investir extensivamente em serviços similares aos de hotelaria, como acomodação e atendimento. Nesses estabelecimentos, as médias salariais são:

•Coordenador de Hotelaria Hospitalar: de R$ 3.000 a R$ 4.000
•Supervisor de Hotelaria Hospitalar: média de R$ 3.600
•Assistente de Hotelaria Hospitalar: de R$ 1.000 a R$ 2.000
•Recepcionista Bilíngue: média de R$ 1.820

No setor de eventos – outro grande empregador do hoteleiro – a média salarial é a seguinte:

•Coordenação de Eventos: entre R$ 2.600 e R$ 4.800
•Produção de Eventos: entre R$ 1.500 e R$ 3.500
•Consultoria de Eventos: entre R$ 1.600 e R$ 3.700
•Recepção de Eventos: entre R$ 900 e R$ 1.960

Concursos Públicos para Hoteleiro

Os melhores salários para hoteleiros interessados na carreira pública estão na docência de nível superior. Nas universidades públicas, os salários variam de R$ 4.177 a R$ 8.717, dependendo da titulação e experiência do candidato.

Em empresas públicas, como a Embratur e São Paulo Turismo, as vagas  oferecidas têm salários entre R$ 4.800 a R$ 5.500 para técnicos, gerentes e analistas.

Nas prefeituras de diversas cidades brasileiras, os valores vão de R$ 900 a R$ 2.500.

O Mercado de Trabalho para o Hoteleiro

O mercado de trabalho para Hoteleiro acompanha o crescimento da já consolidada indústria de turismo, negócios e receptividade no País.

A Copa do Mundo da FIFA de 2014 e as Olimpíadas de 2016 tiveram um papel fundamental na atual evolução e internacionalização do setor hoteleiro no Brasil.  No período da Copa, por exemplo, quase um milhão de diárias foram comercializadas somente nas cidades-sede do evento.

O Estado de São Paulo concentra hoje o maior volume de hotéis executivos no País, enquanto Rio de Janeiro e Bahia têm mais estabelecimentos voltados ao turismo tradicional.

O número de estabelecimentos hoteleiros também tem crescido nas regiões Sul, Nordeste e Norte, ampliando as oportunidades para os profissionais da área.

A modernização dos hospitais e a “humanização” das instalações médicas abriram novos campos de trabalho para o hoteleiro, que passou a atuar também na operação desses estabelecimentos.

Outros setores importantes para o hoteleiros:

·        Organização de eventos de negócios, feiras, exposições e convenções
·        Desenvolvimento de projetos de hotelaria
·        Cruzeiros marítimos
·        Shopping Center
·        Consultoria hoteleira
·        Agências de turismo


Como se tornar um Hoteleiro

Para se tornar um Hoteleiro, há dois caminhos. O primeiro é fazer um curso de bacharelado em Hotelaria e Turismo, com duração média de 4 anos. O segundo é optar por um curso tecnológico, que dura em média 2 anos. Ambos conferem diploma de nível superior

A diferença entre eles é que o bacharelado apresenta uma visão mais ampla da profissão, enquanto o curso de tecnólogo é mais focado nas necessidades do mercado de trabalho, como contratação e coordenação de funcionários.

Os cursos podem ser feitos de forma presencial ou a distância. Como é uma área muito internacionalizada, é recomendável que o Hoteleiro fale pelo menos dois idiomas além do português, como inglês e espanhol.

Além dessas  qualificações, a mais importante  é a experiência, a pratica  no dia  a dia  dos bastidores de uma  organização hoteleira  traz no-how e as habilidades que a faculdade não ensina. Portanto, somar o conhecimento  pratico e teórico com a paixão pelo servir, torna o profissional um expertise
                                                                                     ( Grifo do blogger)

Confira algumas das principais faculdades de Hotelaria e Turismo reconhecidas pelo MEC:

Universidades Privadas:
  • Centro Educacional Anhanguera (Anhanguera)
  • Universidade Estácio de Sá (UNESA)
  • Anhembi Morumbi
  • Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)
  • Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)
  • Entre outras  excelentes  instituições  como HOTEC, SENAC, CASTELLI.

Universidades Públicas:

•Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
•Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
•Universidade Federal Fluminense (UFF)
•Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
•Universidade do Estado da Bahia (UNEB)







Fonte: Guia da Carreira
Autor: Felipe Veronezzi






segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bares, Botecos & Restaurantes


 Os  erros mais comuns dos   donos


A hospitalidade deve partir  do dono da casa, ao ver  um cliente dê-lhe um  cordial sorriso,  cumprimente-o, faça-o se sentir  bem vindo em sua casa,  afinal ele é  quem está lhe fazendo um grande negócio, comprando seus  serviços!

Se  conhece  o  dono  do estabelecimento pela   sua  postura,  ou mais  precisamente, pela sua  ausência! A pior experiência de um  cliente  é  chegar  num ambiente e não  ser valorizado, isso mesmo,  VALORIZADO! Todos  nós temos  valores,  cada um de nós  tem  um valor, e levamos  esses  valores  com a gente o tempo inteiro. Num  processo de compra, esses  valores  são  colocados em observância, as  vezes  o Ego  fala  mais alto.

O  Cliente chega  no bar,  cumprimenta  o  dono e  senta  numa mesa a espera de  atendimento, passado  longos  minutos, vem  alguém com  cara de “ que saco, um cliente!”.

O dono, que deveria antecipar  esse atendimento, sentado como estava, lá  ficou sem mover  um dedo. Tão logo percebe-se a apatia  do ambiente, em pleno  Domingo,  noite  fria e gostosa pra curtir um caldo, um vinho, enfim, curtir  um bom ambiente, mas existe gente pra  estregar e  desmotivar qualquer tudo isso.

Depois fica reclamando da crise, por que o seu negócio está de mal  a pior, os  “ fregueses”  sumiram e  fica se perguntando se vale a pena continuar  com aquele  negócio de bar e/ou  de restaurante, por não bastar, a esposa com  cara de azedume sequer cumprimenta o seu ganha pão, o cliente.

O que  ocorre com esse  cidadão  e sua esposa é  que se um está  no alugar  errado, o outro  por obrigação. Servir alimentação não é sua vocação, muito menos estar ser dono. Muitas vezes o negócio de vender comida e bebida tenha uma boa rentabilidade, esse cidadão continua a infernizar a vida do cliente com seu atendimento. Ele pode até ter muito sucesso no ramo de  alimentos e bebidas, mas precisa manter ao seu redor pessoas competentes. Um ponto relevante, não transmita a hierarquia familiar para  dentro  do negócio!

A concorrência é a chave para o sucesso, muito embora alguns donos de estabelecimentos ignorem essa percepção, quantos mais concorrentes no seu ramo houver e próximos a seu negócio melhor será, mais clientes em potencial demanda o macro ambiente. Veja o exemplo da feira livre; onde as barraquinhas são todas integradas, lado a lado, e cada um tem o mesmo legume, a mesma fruta, o mesmo produto! Mas com qualidades diferentes, atendimento diferente e isso é o que gera a demanda.
Observe a diferença entre esses dois vendedores, qual  deles  você  gostaria de comprar?


vendedor A

Vendedor B


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Arranjos florais nos hotéis


Sempre presente nos lobbies dos hotéis, lá estão elas; rosas, tulipas, folhagens e flores regionais que embelezam muitos ambientes.

Arranjos florais são bem vindos  em todo  ambiente, agregando plantas ornamentais, deixando as áreas sociais do hotel mais acolhedoras, refrescante e com um toque natural.

Arranjos artificiais não são apropriados para um estabelecimento hoteleiro. Manter flores naturais nos  ambientes do  hotel é  um custo que precisa ser mensurado em um planejamento de marketing.

A pessoa  mais indicada  para ornamentar esses  ambientes  é o gerente de hospedagem,juntamente com a governanta e até mesmo  uma floricultura externa. Já no buffet, o Chef de cozinha precisa harmonizar pratos, cores, arranjos florais, folhagens, frutas e legumes.

Os  arranjos  florais naturais podem ser colocados em quase todos  os lugares, no lobby, no balcão da recepção, nas  mesas do restaurantes, nas  bandejas de café da manhã,  no  buffet, enfim, flores são sempre bem vindas!

Abaixo destaco  alguns arranjos  florais nos hotéis:










terça-feira, 14 de junho de 2016

Os serviços de Alimentos & Bebidas na hotelaria




Saber receber é uma arte! A hotelaria ao longo dos anos, nos lapida e nos deixa habilitado em várias áreas de serviços, desde servir um cafezinho a montar um banquete.

Abaixo são alguns dos trabalhos que realizei, onde fiz questão de colocar a mão na massa para servir o cliente.

Mas nada disso  sai  com tanta perfeição se não for  elaborado por uma equipe, para tanto, um hoteleiro deve estar arrodiado de pessoas a competentes  em todas as áreas do hotel.





















segunda-feira, 6 de junho de 2016

HOTELARIA & HOSPITALIDADE www.leonardosoaresconsultoria.com.br Hotelaria Independente: A Excelência no Servir

HOTELARIA & HOSPITALIDADE www.leonardosoaresconsultoria.com.br Hotelaria Independente: A Excelência no Servir: Encantar um hóspede é antes de tudo, superar suas expectativas! E, nada mais, nada menos. Existe um ditado: “Formiga conhece a folha ...

HOTELARIA & HOSPITALIDADE www.leonardosoaresconsultoria.com.br Hotelaria Independente: Baixar tarifas é desvalorizar o produto!

HOTELARIA & HOSPITALIDADE www.leonardosoaresconsultoria.com.br Hotelaria Independente: Baixar tarifas é desvalorizar o produto!: O desespero do hoteleiro em manter suas tarifas competitivas é tanto que faz com que caia na tentação de colocar um outdoor ou mes...

Baixar tarifas é desvalorizar o produto!




O desespero do hoteleiro em manter suas tarifas competitivas é tanto que faz com que caia na tentação de colocar um outdoor ou mesmo o uma faixa em frente ao seu estabelecimento com dizeres  apelativos e muitas  vezes sem o mínimo de criatividade, desing e estética.

Pagar  mais caro? Por que? É a pergunta  que  os hóspedes se  fazem,  todo o tempo? Será mesmo?

Existe um mercado que paga pelo valor agregado sim, não só paga por uma dormida, mas por todo o serviço que lhe for oferecido. Não se deve fazer concorrência com base na tarifa! O que ocorre em muitas regiões é a mudança do perfil da clientela, fato que poderá comprometer a demanda e a taxa de ocupação de alguns hotéis, mas baixar a sua tarifa em razão dessa problemática, não é e nunca foi a solução, parece ser a primeira vista, mas a longo prazo, é um desastre.

Em se tratando de serviços hoteleiros, persuadir o seu mercado a pagar mais é absolutamente lógico. Na mesma perspectiva, dar desconto é tão perigoso quanto. O desconto destrói a credibilidade! O cliente hoje é diferente de duas décadas atrás, quando essa pratica inicialmente aplicada pelas técnicas de marketing, hoje estão obsoletas.

Quando se define a precificação do seu tarifário é como criar uma ficha técnica dos pratos, como é chamado na   gastronomia. A política tarifária é definida com muitos critérios, muitos deles sob estudo de viabilidade, entender o mercado macro e micro do hotel é tarefa da equipe de marketing, quando não se tem esse setor no hotel, ele pode ser terceirizado ou mesmo pode ser atribuído ao gerente do hotel, mapear a demanda é estudar as possibilidades e um gerente hoteleiro entende bem disso.

Tem se visto uma enormidade de pequenos hotéis com faixas que mais parecem bancas de rua, acreditando que essa  estratégia ainda funciona nos  dias  atuais. A regra é uma só, seu produto tem um preço real, digno, justo e competitivo, ele vale o quanto se mede, pesa e o que carrega , o valor  agregado! Seu produto (UH=unidade habitacional), no mínimo deve ser vendido a preço justo para o público certo!  A bem da verdade,  entender  o comportamento e as necessidades das  classes A,B,C e D  é fundamental para mapear seu Marketing-share!

Um uniforme do garçom bem feito, limpo, bem passado e moderno  acompanhado de uma  hospitalidade humana, um sorriso, mais um atendimento ágil e cortês, sem dúvida é um enorme valor agregado. O cliente paga para ter uma experiência também, basta entender a pirâmide de Maslow, onde as necessidades humanas estão divididas em hierarquias, a última necessidade da pirâmide é justamente essa, os valores agregados.

Por fim, baixar as tarifas do seu hotel é antes de tudo uma ação de desvalorização do produto. Mas reconhecer e premiar seu hóspede, por comprar seus serviços, é um passo além da excelência no atendimento. Os hóspedes não se interessam, propriamente, pelo produto e serviços; querem o que os produtos e serviços vão fazer para eles. Para persuadir seu público a pagarem por uma hospedagem, é preciso compreender a que eles dão valor, descubra quanto, realmente, o cliente pode pagar!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

A Excelência no Servir



Encantar um hóspede é antes de tudo, superar suas expectativas! E, nada mais, nada menos. Existe um ditado: “Formiga conhece a folha que come” , cai bem neste contexto, explico; Existem diferentes tipologias de hotéis, dos mais simples, a os mais imponentes. Algumas culturas adotam símbolos para classificar suas categorias, no Brasil usamos as “estrelas”. Muito embora essa simbologia seja a mais utilizada na maioria dos países, alguns outros utilizam “Palmas” “Diamante”, etc. Quando um executivo, ou uma família escolhe um hotel seja para seu lazer ou trabalho, tão logo é cristalizado em sua percepção o nível de serviço que irá receber do respectivo hotel, isso acontece pela classificação simbólica, de uma a cinco estrelas. O que de fato se espera encontrar no conforto de um hotel de “luxo” (cinco estrelas), a outro classificado como “simples” ou seja, (duas estrelas).
Mas a Excelência no Servir, não só está relacionado ao aspecto físico, ao conforto, ao luxo, ao glamour. A Excelência no Servir ao hóspede está no gesto mais simples de um funcionário do hotel, nas suas atitudes, independente da categoria do hotel, um simples sorriso cordial já é uma perola da excelência, eis o grande diferencial numa gestão hoteleira profissional, independentemente de sua classificação e categoria.

Há de se saber existir hotéis até chamados de seis estrelas, os suprassumos da hotelaria e mesmo assim encontrar os almofadinhas arrogantes, os tais “decepcionistas de plantão”, que encontramos em muitos hotéis, estes os destruidores do árduo trabalho da equipe de Marketing do hotel, bem como daqueles que realmente tem paixão em servir, sem servilismo.

As perolas da Excelência no Atendimento ao Hóspede Este é um dos elementos da Excelência em Servir, Sorrir! Em um dos nossos treinamentos, temos um workshop exclusivo sobre a Arte de sorrir na indústria da hospitalidade, eis um dos segredos da Disney!

Todos dentro do hotel devem ter um semblante do sorrir, cultivar o “ar da graça”, adotar essa postura em todo hotel elevará o conceito de excelência no atendimento, e para tanto, é preciso muitas vezes reestruturar a equipe, esse já é o lado mais complicado da Gestão de Excelência no Atendimento ao Hóspede. Não vai ser um daqueles treinamentos enlatados que irá resolver. A mudança muitas vezes gera desconforto nas equipes, pois alguns elementos estão sem a informação correta do que exato cumpre o papel de quem está ali para servir.

Todos os membros de equipe precisam estar envolvidos na Missão, Visão e Valores da organização, cada colaborador é um Elo importante na operacionalidade do hotel, cada um tem o mesmo valor de importância para a Excelência no Atendimento ao Hóspede, a hotelaria focada em humanização e acolhimento.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O CONCEITO DO HOTEL FAZENDA


“Um Hotel Fazenda  é o casamento da  Hotelaria  com a Natureza!”

                         Leonardo Soares


Um Hotel Fazenda  tem toda  infra estrutura de um hotel juntamente com o  charme de uma  fazenda tipicamente  rural. Esse  tipo de hotelaria  muito comum  nas regiões onde  o turismo de lazer é mais  procurado principalmente  por  famílias e  crianças,  grupos de escolas com o turismo  pedagógico e turistas da melhor  idade. E por fim,  empresas  para  realizar  eventos corporativos.

Geralmente esse conceito tem um diferencial  enorme ao  de um resort  ou um hotel corporativo. Na maioria das vezes são fazendas com casarões antigos que algumas  famílias  os  transformaram em estabelecimentos turísticos. Dificilmente existem hotéis fazendas  que foram projetados para esta finalidade. Se existem, são poucos, pelo menos os  que conheço tiveram uma história, uns foram fazendas de café, outros  fazendas de criação de gado, outros de plantação de canas com seus moinhos e  engenhos. Ocorre que de  alguns  anos para cá, as  famílias herdeiras dessas propriedades  que migraram  para as  cidades  e capitais,  não tiveram interesse  em dar  continuidade aos valores  dos  seus pais e avós, muitos  destas  propriedades  estão fechadas e sem produtividade alguma.

Como o advento da globalização o turismo  consolidou-se de uma maneira  mais comercial, logo  muitas  famílias fazendeiras viram  um  nicho  de oportunidades e negócios em  suas propriedades com maior potencial de lucratividade, muito  melhor  que as  dos  seus antepassados e começaram a abrir  suas  fazendas para  receber  turistas, inicialmente grupos  escolares de crianças.

Atualmente os Hotéis Fazenda é um dos segmentos  que mais crescem em todo  território  nacional, tendo em vista  que o Brasil é um celeiro dessas propriedades.

Mas  como todo  hotel de fato  precisa ter uma  administração hoteleira profissional, um Hotel Fazenda  não  fica atrás.  Para administrar esses empreendimentos é  preciso antes de tudo  ter Gestão  hoteleira. A operacionalidade de um hotel  fazenda  é  tão complexa  quanto  um resort, além do  gestor  ter  habilidades administrativas, faz-se  necessário também  ter paixão pela  natureza e pelos  animais.



O Hotel Fazenda pode  atender  todos  os segmentos hoteleiros, destaco  algumas das  principais  atrações:

·        Atividades  recreativas  em trilhas; piscinas, rios, açudes, lagos, etc.

·        Atividades  recreativas  para as crianças, do tipo;  corrida de carneiros, alimentar os  bichinhos, as aves, bois, ordenha nas vaquinhas, andar de charretes, andar de cavalos, mexer  em hortinhas, colheita de hortifrúti, pescarias, enfim, pode-se  criar muitas atividades  ao  ar livre.

·        Uma  das melhores  receitas deste  segmento está  na  gastronomia! Comida de fazenda é comida  da roça, nada  de filé  à parmegiana, Frois gras,  frutos do mar,  tenho visto  os  cardápios desses  hotéis  que  mais parecem  fast-foods!  De fato todas essas coisas podem ser elaborados no hotel fazenda, mas perde e muito  na  sua  verdadeira  identidade. 100%  dos  clientes  e hóspedes  são de cidades  grandes  que buscam num  hotel fazendo  uma  experiência propriamente  dita, ou seja, de  f-a-z-e-n-d-a,  da  roça, é na verdade  um  turismo de experiência. 30% dos  hospedes  são de  crianças,  o que de fato incentiva os  pais a terem  opções de lazer  para  seus filhos e outras  atividades para os idosos também.


A  Gastronomia típica de um hotel  fazenda


Dependendo da  regionalidade  em  que se  encontra o  hotel fazenda é fundamental colocar pratos  típicos  de cada  região, neste  nosso  exemplo  vou ilustrar  pratos típicos  do  Nordeste Pernambucano, mas poderia ser  do Goiano, do Serrano, do  sul, do norte, etc.

Desjejum:

Para um delicioso buffet de Café da manhã  tipicamente  regional pernambucano, e ressalto  que  todos  os itens do  café  da manha  sejam genuinamente feitos na própria fazenda, assim teríamos:

·       







Ovos caipiras/capoeiras fritos, mexidos e omeletes;
·        Bolo  de mandioca
·        Bolo de rolo
·        Bolo de macaxeira
·        Bolo de milho  verde
·        Bolo Souza Leão
·        Pães diversos  produzidos  na  própria  fazenda;
·        Iogurtes  e coalhadas naturais
·        Sucos  naturais;laranja, acerola, abacaxi;
·        Tapioquinha feita  na  hora
·        Batata doce  e banana da terra cozidas;
·        Geleias: de jabuticaba, laranja, umbu, jaca.
·        Cuscuz de milho;
·        Broas (cooks)
·        Frios:  Queijo de coalho, frescal e requeijão, salaminho, presunto;
·        Pão de queijo (quentinho)
·        Pé de moleque
·        Leite, chás, café, água mineral.
·        Manteiga  da fazenda
·        Empadão de frango
·        Carne seca (jabá) à moda;
·        E por fim, surpreenda seus hóspedes  com uma  garrafa de espumante no buffet! Um diferencial  que  encanta e faz  com que seus  hóspedes  se sintam  importantes.


Almoço na  Fazenda:

A  culinária da  fazenda é  simples, porém exige os  cuidados  na higiene e manipulação dos alimentos, são fatores determinante para  o  sucesso de qualquer estabelecimento  que  serve alimentação. Um cardápio típico do nordeste  pernambucano:

·        Galinha caipira/capoeira tipo (guisado) C/ quiabo
·        Carne de sol  na manteiga de garrafa
·        Peixe  assado e recheado com farofa de mandioca
·        Feijão verde (de corda)
·        Carne seca com jerimum (abóbora)
·        Farofa de banana da terra
·        Arroz branco
·        Mandioca (cozida)

Sobremesas:

·        Doce de mamão com coco
·        Compotas: goiaba, banana, etc
·        Doce de caju (tipo passas)
·        Queijo de coalho com doce de goiaba

Jantar na fazenda

·        Carneiro ao leite de coco (ensopado)
·        Filé de peixe grelhado
·        Filé de frango grelhado
·        Arroz de forno
·        Pães  diversos
·        Inhame, cará, batata doce, cozidos.
·        Sopa de legumes
·        Sopa de galinha
·        Purê de  macaxeira

Sobremesas

·        Pudim de leite
·        Cartola (  banana frita, queijo de coalho, açúcar e canela)


Complexidade operacional

Um hotel fazenda tem como atração principal sua estrutura de lazer, principal produto de venda. Todos os  funcionários do hotel  precisam de treinamentos constantes  para vender  os  serviços  do hotel. Os rigores da higiene, limpeza e organização são requisitos fundamentais para  qualquer empreendimento hoteleiro, nos  hotéis  fazenda essa  atenção deve ser  dobrada, quanto a mosquitos e pragas, principalmente nas  praças de alimentos. Buffets ao ar livre atraem muitas moscas é preciso criar  mecanismos e técnicas  para afugentar insetos. Uma boa alternativa  é  plantar arruda  ao  redor  do restaurante é um repelente  natural, outra  opção  seria, ao montar  um buffet  espalhar  folhas de manjericão, folhas de limão que também  funcionam  como um ótimo repelente.

Quanto a  estrutura  operacional de  um hotel  fazenda, de fato,  não  diferencia a de outros  hotéis. Um ponto importante  considerar  é  a terceirização de serviços. Deve-se administrar a  operacionalidade  com bastante critério  pois  a logística nestes  empreendimento  é  complexa,  por  se tratar  de um  hotel afastado  do meio urbano, sem  duvida, faz-se  necessário  uma estrutura  condizente com os  serviços  oferecidos. Para  os  serviços de Alimentos e Bebidas  uma  câmara fria é  essencial, um  almoxarifado  bem  estruturado  para  suprir  com um estoque  mínimo todos  os setores  do  hotel.  Outra  questão  é  quanto à mão de obra, se bem  que há  muitas  famílias que  moram  próximos  como  sítios e chácaras, porém as  vezes  é  preciso contratar pessoas  da  cidade mais  próxima e para estes  faz-se  necessário ter um  alojamento digno para  aqueles funcionários que por uma  questão de deslocamento, possam alojar-se durante  a semana.

Por fim, deixo minha crítica aos  os novos  aventureiros que pretendem transformar  suas fazendas  em propriedades hoteleira. Não pensem que administrar um hotel  fazenda  é  o mesmo que administrar  uma  fazenda propriamente  dita! São segmentos completamente  diferentes  e exigem profissionais competentes para gerenciar  esse  tipo de  negócio. Muito menos, transfiram a hierarquia familiar  para  dentro  da sua empresa, pois enfrentará sérios  problemas  na  administração.