quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A SEGURANÇA DOS HÓSPEDES

Independentemente do tamanho do hotel, todos os gerentes-gerais devem se preocupar com a segurança e proteção. Essa preocupação com a segurança dos hóspedes e a proteção de seus bens não significa apenas uma boa postura comercial, mas uma responsabilidade legal do proprietário do hotel e, por conseguinte, de todos os colaboradores. Os colaboradores e outras pessoa que estão em visita ao hotel mas não hospedadas também tem o direito legal de esperar que a gerência esteja preocupada em assegurar, o maximo possível, sua saúde e seu bem-estar.

Desde tempos remotos, os hóspedes, com razão, sempre se preocuparam com sua segurança enquanto estão dormindo. Os proprietários de estalagens e hotéis reagiram a essas preocupações tentando oferecer aos viajantes um porto seguro. Entretanto, além das boas intenções dos gerentes de hotel. Existem leis que exigem que os proprietários ofereçam ao público viajante um ambiente seguro e protegido. Entretanto, essas leis não responsabilizam os hotéis por tudo o que acontece aos hóspedes durante sua estada. Eles não são obrigados a garantir a segurança dos hóspedes. Por exemplo,, um hóspede pode escorregar e cair na banheira. O hotel não será responsabilizado pelos danos desse hóspede se for comprovado que estabeleceu normas de segurança em relação às banheiras.

Como gerente-geral, é importante lembrar-se de que, de acordo com a convenção legal, normas de segurança implicam que você deve administrar o hotel com um grau de cuidado igual ao que outros gerentes dispensariam. Por exemplo, se você soubesse e viesse a saber de uma ameaça à segurança dos hóspedes, seria razoável supor que eliminaria imediatamente essa ameaça ou informaria os hóspedes sobre isso. Se não o fizesse, isso provavelmente indicaria de sua parte uma falta de cuidado razoável com a segurança dos hóspedes. Se houver uma ameaça à segurança dos hóspedes que resulte em perdas ou danos e se for comprovado que o hotel não dispensou um cuidado razoável a essa situação, é possível que venha a ser considerado total ou parcialmente responsável pela perda ou pelo dano resultante.

Se um hotel for considerado responsável por danos a um hóspede ou funcionário, é provável que tenha de arcar com os custos dessa responsabilidade. Por exemplo, suponha que um gerente de hotel soubesse que a fechadura da porta de um dos apartamentos estava com defeito, mas ainda não tivesse autorizado seu conserto. Subseqüentemente, um hóspede aluga esse apartamento e é roubado por um assaltante. Nesse caso, é bem provável que o advogado contratado pelo hóspede imputasse contra o hotel uma ação de indenização e ganhasse a causa. Nesse exemplo hipotético, possivelmente a indenização incluiria uma indenização compensatória e até uma indenização punitiva. O valor da indenização que o hotel seria obrigado a pagar ao hóspede poderia ser extremamente alto. Esses custos poderiam ter sido evitados pelo hotel se a fechadura do apartamento tivesse sido consertada, como deveria ter sido, na hora certa.

É importante observar que ser um bom gerente não significa administrar bem apenas para evitar possíveis indenizações. Preocupar-se de fato com a segurança dos hóspedes não é somente uma boa pratica de negocio, é também a atitude certa a tomar. A segurança dos hóspedes é uma atribuição fundamental do cargo de gerente. Na realidade, a importância que o gerente-geral e sua equipe dão à segurança indica o verdadeiro profissionalismo de ambos.

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