terça-feira, 20 de dezembro de 2011

OS PROFISSIONAIS DA LINHA DE FRENTE- A RECEPÇÃO





Imagine um profissional como a imagem da empresa que trabalha, o primeiro e último contato com o cliente, qual a importância deste profissional nos resultados a serem alcançados?

E se esse profissional tiver de ser polivalente, executar várias funções e atividades de outros departamentos, além de conhecer todo o funcionamento dos serviços dessa empresa?

Diligentemente, informa e ajuda seus clientes de diversas nacionalidades e idiomas a resolverem problemas inusitados. No mercado atual, cada vez mais exigente, qual o valor de um profissional com essas características?

Mas que profissional é esse?

O chamado Front Office dos hotéis engloba em geral os setores de Mensageria, Telefonia, Concièrgerie e Recepção, este último é considerado o coração dos meios de hospedagem. Sabemos que os hóspedes geralmente ligam para a Recepção para qualquer assunto, para qualquer pedido e, sempre, para qualquer reclamação. Os Recepcionistas são aqueles que fazem este setor funcionar.

Quem acha que o Recepcionista Hoteleiro é só um recepcionista comum está completamente enganado. As habilidades exigidas para exercer o trabalho neste setor vão muito além do que muitos imaginam. Serei econômico e listarei somente algumas, entre tantas, funções e caractéristicas que o Recepcionista Hoteleiro possui: obrigação de conhecer todos os serviços de seu meio de hospedagem, conhecer todas as características das unidades habitacionais de seu meio de hospedagem, caixa, faturista, telefonista, supervisionar Mensageiros e Manobristas, estar atendo às questões de segurança e golpes para sua segurança e de seus hóspedes, conhecer os atrativos turísticos do destino onde trabalha, indicar serviços na cidade, ser no mímino bílingue, etc…

As competências destes profissionais são muitas para serem aqui colocadas, e sua importância é fundamental no resultado final da hospedagem do hóspede. Um atendimento pode maravilhar um cliente como também pode deixar uma imagem negativa e difícil de ser revertida.

O perfil deste profissional é procurado por todos os recrutadores e o estereótipo do profissional moderno, mas nosso mercado hoteleiro teima em não valorizá-lo. Infelizmente os salários pagos são bem abaixo do que merecem e parece que não há mudança nesta mentalidade ultrapassada.

Cada vez mais exigimos qualidade, comprometimento e eficiência, mas o que o mercado Hoteleiro dá em troca? Para se ter uma idéia, o salário de Recepcionistas muitas vezes se equipara ao de um Técnico de Manutenção ou de Garçons, não desmerecendo qualquer atividade profissional, mas os Recepcionistas são muito mais exigidos, possuem uma responsabilidade maior e um papel mais ativo no atendimento aos clientes de um meio de hospedagem.

Essa discrepância é causada principalmente pela falta de mobilização maior da classe, além disso esta é uma profissão ainda não regulamentada, não possuimos um sindicato laboral atuante e a empresas hoteleiras, salvo em alguns casos, não valorizam devidamente este profissional.

Nos anos precedentes aos eventos mais importantes da história recente do Brasil, uma Copa do Mundo e uma Olimpíadas no Rio de Janeiro, temos que reavaliar nossos conceitos sobre os profissionais de turismo. 

Temos que regulamentar as profissões ligadas ao turismo, valorizar os profissionais desta aérea e qualificá-los.

O Recepcionista Hoteleiro é um dos protagonistas da operação turística em qualquer destino, por que não começarmos esta mudança com eles? Os resultados serão imediatos.

No mundo de serviços…alguns ainda confundem  a palavra com serviçais…como atender bem se não são bem atendido pelos gestores do setor!!! Os treinamentos motivacionais não servem para nada se o profissional não tem o reconhecimento no próprio trabalho!

É a mais pura verdade. Enquanto os hoteleiros(empresários) não tiverem a consciência deste capital humano a área será sempre vista de forma preconceituosa e ainda de forma desvalorizada. Vamos fortalecer esta categoria de profissionais e nos impor nesta indústria que promete mudar os rumos da economia brasileira.

Em primeiro lugar, esse reconhecimento tão esperado, deva partir dos próprios meios de hospedagem e das respectivas autoridades do “trade”, para melhor valorizar e proporcionar novas formas de formação, especialização e motivação, para esses profissionais.
fonte: panhotas.com

PORQUE A INDÚSTRIA HOTELEIRA AINDA PAGA MAL?



Há alguns mitos em relação aos ganhos de um profissional de hotelaria. Alguns dizem que o setor paga mal, que exige muito e mal reconhece. Em contrapartida, há os felizardos com sorrisos longos no rosto quando o assunto é remuneração. Fugindo às anedotas e aos achismos, um estudo da QI Profissional mensurou o comportamento do mercado hoteleiro no que tange aos salários, chegando a conclusões capciosas, como por exemplo que a média salarial num hotel de lazer é 14% maior que à de um de porte executivo.

De acordo com Márcio Moraes, gerente de Planejamento de Carreira da QI e um dos coordenadores do projeto, a Pesquisa salarial no mercado hoteleiro levou dois anos para ser realizada, com uma análise iniciada em 550 currículos, que passaram por filtros e foram reduzidos a 209. "Tivemos um cuidado muito grande com a apuração dos dados, questionando tudo o que era colocado no currículo", explica Moraes, acrescentando que todos os 209 profissionais foram entrevistados por videoconferência, para que fosse mantida a fidedignidade das informações.
Média nacional

A pesquisa avaliou executivos de todo o País em cargos da alta administração, gerência geral, média gerência, chefia, coordenação e supervisão, identificando uma média salarial nacional de R$ 6.463,84.
Outra baliza importante para o estudo da QI, empresa especializada em orientar e acompanhar a carreira de profissionais nas áreas de Hotelaria e de Gastronomia, é que a atribuição das estrelas aos hotéis foi embasada na definição do Guia 4 Rodas, da Editora Abril, e não em informações consideradas pelos hoteleiros.

Menos apartamentos, menos salário

Entre outros dados, concluiu-se que empresas com menos de 100 UHs tendem a pagar menos se comparadas às de mais apartamentos. Hotéis de 101 a 200 quartos pagam 19% a mais; nos de 201 a 300 a diferença cresce para 21%; e nos empreendimentos com mais de 300 quartos o número chega a ser 24% superior - todos em comparação a hotéis de até 100 UHs.
"Quanto maior a complexidade de gestão, mais qualificação será exigida do profissional. A categoria sendo elevada, notadamente, o salário cresce, é até o esperado", articula Márcio Moraes.

Regiões? Sudeste é líder

O Sudeste apareceu como região que melhor remunera, com 3% acima da média nacional. O Sul aparece com menor colocação, sendo que os profissionais naquela região recebem até 13% a menos do que a média.

E a onda de queda é a mesma para as demais praças: Centro-Oeste com menos 1%, Norte com menos 4% e Nordeste com menos 5%, todos em comparação à média nacional.

Torre de babel

A proficiência em idiomas nos níveis avançado e fluente também foi analisada. Aferiu-se, por exemplo, que o profissional sem proficiência em línguas recebe até 18% a menos que a média nacional. Já o que fala até três idiomas chega a ganhar até 57% a mais em comparação ao executivo que não tem habilidade com outros dialetos.

Hoteleiros com proficiência em pelo menos um idioma perdem apenas 1% em relação à média nacional. Já com fluência em dois e três idiomas atingem, respectivamente, 12% e 28% superior à mesma base, segundo a pesquisa.

Área acadêmica
A graduação também é fator preponderante na composição do salário de um profissional hoteleiro. A pesquisa salarial no mercado hoteleiro mensurou que profissionais graduados têm salários 8% maiores do que os com apenas Ensino Médio. Os pós-graduados, apenas em relação aos graduados, chegam a ganhar 20% a mais.
Resultado importante também em relação à graduação é que o profissional que passou pela universidade é melhor remunerado na região Norte, com salário 31% superior ao perfil com graduação na região Sul; 30% superior ao perfil com graduação na região Sudeste; 24% superior ao perfil com graduação na região  Nordeste; e 17% superior ao perfil com graduação na Média Nacional.
Já o pós-graduado pode ser mais valorizado na região Sudeste, na qual o salário pode chegar a ser 43% superior ao perfil pós-graduado na região Sul. A remuneração atinge, inclusive, 32% a mais em relação aos profissionais apenas graduados atuando no Sudeste. "Isto mostra que para algumas regiões não é necessário ser pós-graduado, pois os salários não acompanham o crescimento do profissional", explica o gerente.

O estudo da QI, que contou com a coordenação também de Nara Neves, gerente de Vagas, e Humberto Rodrigues, coordenador de RH, foi realizado de junho de 2009 a junho de 2011, tendo como base profissionais contratados em regime de CLT ou PJ - o último com maior incidência nas funções de gerente geral e diretoria.
fonte: hoteliernews.com