terça-feira, 31 de janeiro de 2012

APRENDENDO HOTELARIA


LIVROS:

A literatura hoteleira existente no Brasil ainda é limitada, praticamente eu tenho todos os livros  editados em língua portuguesa e mais  os de  língua inglesa, salvo os de alguns autores estrangeiros  nos quais podemos  absorver boas informações, mas admito que muitos desses estão fora da realidade brasileira, outros mais, são verdadeiros “ plágios”.  Porém, não deixarei de dar crédito para autores brasileiros, entre eles destaco,  Candido e Castelli.

INSTITUIÇÕES DE ENSINO

Os cursos superiores existentes, estão com suas grades curriculares abarrotadas de disciplinas genéricas, ou seja;  teorias da administração de empresas, matemática, etc. etc.  No meu ponto de vista  o que mais os alunos precisam é aprender  H-O-T-E-L-A-R-I-A, que por incrível que pareça é o que menos se ver nos cursos existentes.
Exceção a parte, os nobres professores dessas disciplinas são especialistas em suas áreas especificas, e não profissionais da hotelaria que trazem a experiência pessoal para sala de aula.
Recentemente, terminei um MBA em hospitalidade e pude comprovar o quanto nossos “mestres”, alguns deles, nunca estiveram nos bastidores de um hotel! Trazem suas teorias para sala de aula baseado em livros técnicos de autores estrangeiros, como  disse anteriormente, fora da realidade de um hotel no seu dia a dia.

EXPERIÊNCIA

O Brasil é gigantesco, e nós administradores de hotéis precisamos aprender hotelaria em nossa própria cultura. Não podemos gerenciar um hotel  na capital de São Paulo, e aplicar o mesmo conhecimento em um hotel  no nordeste.
Precisamos entender que na hotelaria, lidamos com pessoas e essas fazem parte de uma cultura diferente daquelas que estamos acostumados, Falo isso  com autoridade de quem vivencia diariamente esse  desafio.
Estou numa região onde um quarto com uma cama e um ventilador e “administrado” por famílias é chamado de hotelaria, a região não forma mão de obra especializada, manutenção é um caos, fornecedores inescrupulosos , profissionais? Um sonho. Quando comparo minha equipe atual com as que eu já tive em São Paulo, a diferença é absurda! Por exemplo, numa cidade como São Paulo, ao contratar uma camareira, provavelmente ela já tenha experiência  de outros hotéis, ( experiencia e não vicios) esteja cursando uma faculdade de hotelaria, ou mesmo participando de um curso profissionalizante, enfim  essa profissional precisa apenas aprender a cultura da nova empresa, ela já vem com predisposição para  desempenhar um trabalho que  o faz brilhantemente, tem foco.
Agora Imagina você que vai para uma região do norte onde a mão de obra para hotelaria é um verdadeiro bicho estranho!, Faço a comparação de um hotel com a de um navio,  o capitão com sua tripulação totalmente inexperiente em águas, sendo preciso ensinar tudo para os tripulantes de primeira viagem, é um desafio e um risco real para qualquer capitão. Da mesma forma é manter um padrão de hotel de rede internacional onde a mentalidade da sua equipe é apenas receber um salário acompanhado de um holerite. Como podemos exigir a perfeição  do trabalho de uma camareira em nosso hotel, se na sua casa não existe  banheiro! Fazem suas necessidades em um buraco no quintal?  Como podemos exigir de um cozinheiro  hábitos rigorosos de higiene, se ele mora em um barraco de tabua onde o esgoto passa na porta, ratos, baratas, mosquitos são bichinhos de estimação! Como podemos exigir perfeição onde a cultura daquelas pessoas é contraditória  aos padrões civilizados?  A resposta mais plausível, o treinamento! Concordo, e esse é outro grande desafio  para nós gerentes, treinar toda mão de obra, contrate um pedreiro  para exercer a função de garçom e veja o quanto é  arduo e trabalhoso sua adaptação.
O sonho de todo gerente  é ter uma equipe profissional, comprometida, competente, cada um no seu “quadrado”. Mas fique certo de que só  em algumas localidades você encontra  pessoas  que realmente se interessam pela Arte de Bem Receber- A hotelaria.
Todo gerente de hotel enfrenta o interminável desafio de atrair e reter bons empregados. Toda a questão de conseguir  um bom  pessoal está diretamente ligada com a questão de ser mais do que o produto que você vende, que é serviço.  Em   um mercado  onde todos estão  competindo  por um talento  raro e pelos melhores e mais brilhantes, você deve ter uma noção clara de quem você é para  que você possa atrair as pessoas que você  quer. A sua marca como gerente e/ou empregador é tão importante quanto sua marca junto aos  clientes. Você! Só você, é quem pode e deve escolher a dedo as pessoas que vão fazer parte da sua equipe!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O luxo dos hotéis franceses

NEGRESCO, Considerado um dos mais luxuoso da França


Berço da moda e exemplo de elegância mundial, a França conta com alguns dos hotéis mais luxuosos do mundo. Em Paris, o Ritz (onde a diária de uma suíte pode chegar a sete mil euros!) e o Hilton Charles de Gaule (aqui, a diária ultrapassa os 500 reais e os serviços podem incluir reservas em teatros, organização de passeios, lavanderia e massagem). Em Nice, o Negresco. Considerado um dos mais luxuosos do país, o Negresco foi fruto do sonho do romeno Henri Negresco, que sonhava em construir um palácio que oferecesse o supra-sumo do luxo e do conforto a uma clientela célebre. Conseguiu. A inauguração foi em 1913 e, com os acontecimentos advindos da guerra, Nice perdeu - temporariamente - seu potencial turístico, retomado em 1945. O prédio foi considerado monumento histórico pelo governo francês em 1974 e desde então recebeu personalidades como a rainha Elisabeth (da Inglaterra), o príncipe Rainier, Hiro Ito (imperador do Japão), Picasso, Matisse, Elton John, os Beatles, Michael Jackson e Walt Disney.
Os salões e restaurantes são ricamente decorados com quadros, tapetes e lustres de cristal e os funcionários trabalham com fantasias que mais parecem da guarda real. Tudo por uma "bagatela" de 315 euros para o quarto mais simples e a partir de 830 euros para a suíte. Esse preço não inclui o café da manhã que sai por 28 euros por pessoa.

Astros e estrelas

O hotel Carlton de Cannes, que hospeda anualmente todas as estrelas que vão ao festival de cinema, foi inaugurado em 1912. "Hoje, nosso cliente típico é internacional e tem entre 40 e 60 anos", define Nargiss Falcoz, assessora de comunicação da empresa. Ela comenta que seus clientes são fiéis e, se vão ao Carlton a negócios, podem voltar depois para fazer turismo e levar os filhos. "O reconhecimento do cliente é importante e se ele volta ao hotel é sinal de que ficou satisfeito com o nosso serviço".

Em janeiro, Cannes sediou o MIDEM (Mercado Internacional da Música) e adivinhe onde o cantor Robin Williams ficou hospedado? Nargiss conta que os meses de julho e agosto são disputados, pois representam o auge do verão, mas é para maio que fica impossível conseguir uma reserva, já que nesse mês acontece o Festival Internacional de Cinema de Cannes. As estrelas já reservam com um ano de antecedência. "Antes de irem embora elas já deixam o pedido para o mesmo quarto no próximo ano", comemora.

Entre os serviços oferecidos pelo hotel estão uma praia particular, massagem, cabeleireiros que vão ao quarto do cliente e lojas de marcas como Missoni, Prada e Cartier.

No hotel, onde já estiveram estrelas como Sharon Stone e Alain Delon, há 338 quartos e 36 suítes e a diária varia de 800 a 1000 euros. "Nosso hotel existe há quase 100 anos e já cativamos nossos clientes graças ao nosso atendimento que os faz se sentir em casa. Isso é um luxo".
BY: Priscilla Portugal

AS 12 REGRAS DE MARRIOTT

"A boa madeira não cresce com sossego; quanto mais forte o vento, mais fortes as árvores"- J. Willard Marriott



Estas doze regras foram extraídas do livro SPIRIT TO SERVE  escrito por J. W. “Bill” Marriott, filho do fundador da rede de hotéis de mesmo sobrenome o Sr. J. Willard Marriott.

Regra 1: Permanentemente desafie sua equipe a fazer o MELHOR.
Regra 2: Cuide bem dos seus colaboradores e eles cuidarão bem dos seus clientes e seus clientes voltarão.
Regra 3: Comemore o sucesso de sua equipe,não o SEU.
Regra 4:  Saiba em que você é BOM e direcione estas competências para o que VALE À PENA.
Regra 5: Faça e faça já !
Regra 6: Comunique-se ! Ouça seus clientes, Colaboradores e Competidores.
Regra 7: Veja e seja visto. Saia do seu escritório, caminhe ao redor, torne-se visível e acessível.
Regra 8: O Sucesso está nos detalhes.
Regra 9:  É mais importante contratar pessoas com as qualidades certas que com experiências específicas.
Regra 10:  As necessidades dos clientes podem variar, mas sua busca por Qualidade NÃO.
Regra 11: Elimine a causa de um Erro. Não coloque apenas em ordem.
Regra 12: Veja cada problema como uma oportunidade para CRESCER.

Pense nisso e coloque em prática!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

RIO DE JANEIRO - HOTEL GLÓRIA, FAZENDO PARTE DA HISTÓRIA


 HOTEL  GLÓRIA  HOJE

                                 
                                      
                                   HOTEL GLÓRIA - PRAIA DO FLAMENGO - 1922



Hotel Glória  parte de uma paisagem única, descortinando a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Dotado de estratégica localização, está situado próximo ao centro da cidade, bem no coração do corredor histórico do Rio de Janeiro, e a cinco minutos do Aeroporto Santos Dumont e das praias de Copacabana e de Ipanema. Com os mais variados e requintados ambientes, proporciona aos seus hóspedes, além de tecnologia e conforto, um atendimento personalizado. Verdadeiro marco na história da hotelaria brasileira, o Hotel Glória é um cartão de visitas da cidade do Rio de Janeiro, e se orgulha de oferecer aos seus visitantes um hotel que, em cada ângulo, prima por se revelar uma verdadeira “obra de arte”. A localização não poderia ser mais estratégica.

O Hotel Glória foi construído para a Exposição Internacional de 1922, comemorativa do Centenário da Independência, pelo empresário Rocha Miranda.

Em estilo neo-Luiz XV o Hotel Glória era dotado de teatro, cassino (que já não existe), salões de festas e de jogos, áreas de lazer e 150 quartos.

Ampliado em época posterior, ganhou mais dois andares e, pela incorporação de terrenos adjacentes, passou a ter 500 quartos.

Eram famosos os bailes de formatura em seus salões, nas décadas de 1950 a 1970,  ali dançaram ao som de Steve Bernardt, Waldir Calmon, Ed Lincoln, Orquestra Tabajara de Severino Araújo, e outros).
O mar, que chegava junto à mureta das pistas internas da Praia do Flamengo, hoje está a algumas centenas de metros destas pistas, separado pelo Aterro do Flamengo.



O Glória continua glamourosos e excelente escolha para hospedagem até hoje. Seus apartamentos de luxo são decorados com móveis de época e tapetes persas legítimos recobrem o piso.
A vista do Hotel é deslumbrante! Dá para ver a orla do Flamengo, a baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. deixaram saudades. Foi uma época áurea.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mas nossos hóspedes não falam alemão!



A melhor forma de se conquistar novos hóspedes ainda é criar uma experiência de satisfação por meio da compra, do ambiente, do produto, do atendimento, enfim, de tudo o que envolve a transação. Uma pessoa que entre em um estabelecimento que a cada mês esteja decorado e caracterizado de acordo com a época, ou que tenha serviços adicionais como um bom café, ou que realmente impressione seus clientes pela qualidade no atendimento, irá ficar na memória do consumidor e poderá se transformar em assunto de conversa quando este se encontrar com amigos.

Vou ilustrar isso com algo que ocorreu comigo em uma viagem. Fiquei em um hotel em uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul. A população da cidade é principalmente de descendentes de alemães, portanto é comum reparar nas pessoas que falam alemão nas ruas ou ver prédios com estilo europeu. A gerente do hotel onde fiquei pediu sugestões de como fazer seus clientes indicarem o hotel para amigos. É curioso que geralmente a pessoa pensa que pode conseguir fazer algo para que as pessoas saiam por aí dizendo "Ei, fulano, visite este hotel... ei, você, fique neste hotel..." como se conseguíssemos transformar clientes em propagandistas comprados. Não conseguimos.

Minha sugestão para ela? Que deixasse de servir arroz e feijão nas refeições e criasse um cardápio alemão. O hotel já tinha uma arquitetura alemã, por isso sugeri também que trocasse o uniforme dos colaboradores e colocasse todo mundo com roupas típicas (muitos deles até tinham em casa, quando participavam de festas). Sugeri que toda a comunicação do hotel fosse em português e alemão, como cardápio, quadros de avisos, impressos etc. E que a música ambiente fosse alemã. Ela não entendeu e argumentou que seus hóspedes eram principalmente da região sudeste, homens de negócios, e ninguém falava alemão.

Tentei mostrar que a idéia não era ensiná-los a falar alemão ou achar que, por ser um hotel bilíngue, as pessoas viriam pela comodidade de poder ler cardápios em alemão. Não era assim que funcionava.

O ponto era que qualquer homem de negócios que ficasse ali e voltasse para casa jamais iria comentar com amigos do conforto, da comida ou do atendimento. Isso é tudo commodity, todos os bons hotéis oferecem o mesmo. Jamais ele iria dizer que ficou em um hotel onde o banheiro é limpo, o quarto tem ar condicionado, tv em cores e shampoo grátis. Mas, se ela conseguisse criar um ambiente alemão, certamente o hóspede comentaria disso para os amigos. A experiência de se encontrar em um ambiente alemão seria um assunto a mais para ele levar nas rodas de conversas com amigos e colegas.

É isso que os hotéis precisam fazer se quiserem transformar o cliente em cúmplice e portador de sua mensagem. Devem surpreendê-lo com algo, fazer com que sintam algo diferente que vale a pena contar para os outros. Quem é jornalista sabe que a assessoria de imprensa que ficar mandando releases do tipo "empresa X contrata novo gerente" jamais irá conquistar espaço na mídia. Quem está interessado nisso? Empresas que contratam gerentes não são notícias que irão mudar o mundo. Mas se a empresa faz algo inovador, aí sim, vira notícia. O boca-a-boca também só deve acontecer quando a impressão causada no cliente for tão forte que ele achará que vale a pena contar para os outros.


                                                                                                                                                                          FONTE: MARIO PERSONA

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

LIDANDO COM AS RECLAMAÇÕES DE HÓSPEDES


Quando você está trabalhando em um hotel em qualquer posição, é importante saber como lidar com queixas de hóspede. Queixas de um cliente do hotel pode ser tratada e corrigida, mas somente se o funcionário for treinado e preparado para reagir de  maneira profissional. Muitas vezes, um hóspede vai ser agressivo e apresentar  sua queixa na frente de outros hóspedes. A coisa mais importante no início é trazer o hóspede para uma área privada de distância da área pública. Deixe o cliente explicar o problema sem interromper ou comentando. Lembre-se de manter a calma e em causa e para estabelecer um sentimento de que você está no controle e pode aliviar o problema.

Aqui estão algumas dicas para lidar com queixas de hóspede no hotel.

1.    Dê a seu hóspede a atenção completa. Se possível, sente-se com o seu hóspede e certifique-se de dar a sua atenção para o que eles estão dizendo.

2.    Pergunte ao seu hóspede de que maneira você pode corrigir o problema, a não ser, claro, se há uma solução óbvia como reparar um defeito no quarto. Tome notas e confirme as ações que você tomará quando a conversa estiver completa.

3.    Nunca discuta com um hóspede quando eles estiverem fazendo uma reclamação, mantenha uma expressão agradável no rosto. O hóspede já está estressado e a pior coisa que pode fazer é minimizar seus sentimentos por discordar.

4.    Determine exatamente o problema, fazendo perguntas pertinentes de uma maneira educada e tranqüila. Mais uma vez, tomar notas e repetir as respostas do hóspede indica que você está levando isso a sério com a intenção de corrigir o problema.

5.    Indicar para o hóspede que você sentiria o mesmo se isso tivesse acontecido com você. Se possível, relatar um incidente que aconteceu com você, que foi semelhante e acabou bem depois de alguma intervenção.

6.    Lidar com a reclamação de hóspede imediatamente, enquanto eles estão com você. Encontrar uma solução e deixá-los saber de sua preocupação com sua satisfação. Pegue o telefone e faça a chamada para o departamento que pode resolver o problema ou deixe o hóspede saber que você vai lidar com isso  imediatamente.

7.    Certifique-se de verificar novamente com o hóspede depois de lidar com a sua queixa para se certificar de que eles estão satisfeitos. Isso vai deixar um sentimento positivo para o seu hóspede sobre a gestão em seu estabelecimento. Isso também irá influenciar no próximo retorno.

O forma preferida de um hóspede transmitir uma reclamação é de falar diretamente para um gerente do hotel e em segundo a um funcionário do hotel. Escrever uma carta ou usar um cartão de comentário são os métodos menos preferido. O treinamento deve ser dado a todos os funcionários do hotel sobre a maneira correta de lidar com um hóspede do hotel com uma queixa. Funcionários atenciosos e preocupados pode acalmar um cliente irado apenas  em saber ouvir.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ISSO É O QUE EU CHAMO DE HOSPITALIDADE INTELIGENTE!


hotel
O gerente geral de uma cadeia hoteleira americana viajou pela segunda vez para Seul no lapso de um ano; ao chegar ao hotel onde devia hospedar-se foi recebido calorosamente com um “Bem-vindo novamente senhor, que bom vê-lo de volta em nosso hotel”. Duvidando de que o recepcionista tivesse tão boa memória e surpreendido pela recepção, propôs-se que – no seu retorno a New York- imporia igual sistema de tratamento ao cliente na cadeia hoteleira que administrava. No seu regresso convocou e reuniu todos os seus gerentes pedindo-lhes para desenvolver uma estratégia para tal pretensão. Os gerentes decidiram implementar um software de reconhecimento de rostos, base de dados atualizada dia a dia, câmaras especiais, com um tempo de resposta em micro segundos, assim como a pertinente formação dos empregados, etc., cujo custo aproximado seria de 2.5 milhões de dólares. O gerente geral descartou a ideia devido aos elevados custos. Meses depois, na sua terceira viagem a Seul, tendo sido recebido da mesma maneira, ofereceu uma boa gratificação ao recepcionista para que lhe revelasse como o faziam. O recepcionista disse-lhe então: “Repare senhor, aqui temos um acordo com os taxistas do aeroporto; durante o trajeto eles perguntam ao passageiro se já antes se hospedou neste hotel, e, se a resposta é afirmativa, eles, à chegada ao Hotel, depositam as malas do hóspede do lado direito do balcão de atendimento. Se o cliente chega pela primeira vez, as suas malas são colocadas do lado esquerdo. O taxista é gratificado com um dólar pelo seu trabalho”

 Aí estão algumas diferenças entre inteligência e engenhosidade!!!!

Hotel Copacabana Palace , Rio de Janeiro, e um pouco de historia




            
           

O Hotel Copacabana Palace foi construído entre 1917 e 1923 e inaugurado em 13 de agosto de 1923 como resultado de um desejo comum do Presidente Epitácio Pessoa e do hoteleiro Octávio Guinle em construir no Rio de Janeiro um hotel digno para receber autoridades e personalidades estrangeiras que viriam ao país para a comemoração do Centenário da Independência, em 1922, com grande pompa além de consagrar-se pela sofisticação dos serviços e o esplendor da localização em frente à Praia de Copacabana, até então ainda semi-deserta e desconhecida.
   
Seriam concedidos benefícios fiscais, bem como a licença para nele funcionar um cassino, este último uma exigência dos Guinle. A proposta foi aceita e essa é a origem do Hotel Copacabana Palace. Octávio Guinle adquiriu então um alqueire de terras na Praia de Copacabana, que naquela época ainda era ocupada apenas por algumas poucas casas. O terreno dava frente para a Avenida Atlântica, alargada em 1919 por pelo Prefeito Paulo de Frontin. O Hotel não ficou pronto para a Exposição de 22. Diferentes fatores contribuíram para o atraso das obras, como: as ressacas e a dificuldade de construção de um edifício daquele porte em solo arenoso.

Projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire, a construção do Copacabana Palace foi feita pelo engenheiro brasileiro César Mello e Cunha. Com a planta perfeitamente acadêmica e simétrica, o que resolvia de modo prático os principais problemas funcionais do complexo, por ser um hotel de alto luxo e de um cassino, que depois da proibição do jogo na Brasil, serve como espaço cultural, que se inspirou no Hotel Negresco de Nice e no Hotel Carlton de Cannes com estrutura sóbria e imponente, empregou, em larga escala, o cimento da Alemanha, o mármore de Carrara, na Itália, os vidros e os lustres da Checoslováquia e os móveis da França e cristais da Boémia. A decoração era em estilo Luís XVI, mas tratava-se apenas de revestimento aplicado sobre estrutura oculta. À época da inauguração foi o primeiro grande hotel na praia de Copacabana, estando cercado apenas de pequenas casas e mansões. Desde a sua inauguração, o hotel teve apenas dois proprietários, a família Guinle do Rio de Janeiro, e o grupo Orient-Express Hotels, que o adquiriu em 1989.


Na noite de estréia, deveria ocorrer um show com a artista francesa Mistinguett, mas seu contrato com o Teatro Lírico a proibiu.


  

O Presidente Arthur Bernardes, sucessor de Epitácio Pessoa, tentou em 1924 cassar a licença de funcionamento do cassino, alegando que a construção do Copacabana Palace já teria ultrapassado o prazo dado pelo Governo. Depois de prolongada batalha nos tribunais, a família Guinle ganhou a causa em 1934.


Nos primeiros dez anos de vida, o Copacabana Palace presenciou eventos históricos e dramáticos.

Ainda na fase da sua construção, o Copacabana Palace sofreu os efeitos da terrível ressaca de 1922, que lhe destruiu toda a Avenida Atlântica e danificou seus andares inferiores.

Em 1925 hospedou a primeira personalidade mundial: o cientista Albert Einstein.

Num dos luxuosos salões do Copacabana Palace, em 1928, foi atingido por um tiro o Presidente Washington Luís dado por sua amante francesa durante uma briga. O Presidente Washington Luís foi socorrido pelo médico Francisco de Castro e o episódio abafado. Ainda em 1928, hospedou-se no Copa, em profunda crise de depressão, o inventor Alberto Santos Dumont, em 3 de dezembro de 1928, Santos Dumont voltava ao Brasil à bordo do navio Cap Arcona e vários intelectuais e amigos do inventor planejaram prestar-lhe uma homenagem. Pretendiam lançar uma mensagem de boas vindas em um paraquedas e estavam todos à bordo de um hidroavião batizado com o nome do Pai da Aviação. Depois de uma manobra desastrada, o avião que jogaria pétalas de flores em seu barco bateu na água, na Baía de Guanabara e explodiu, matando seus doze ocupantes, entre eles vários amigos de Santos Dumont, tais como Tobias Moscoso, Amauri de Medeiros, Ferdinando Laboriau, Frederico de Oliveira Coutinho, Amoroso Costa e Paulo de Castro Maia. Santos Dumont fez questão de acompanhar por vários dias as buscas pelos corpos, após o que recolheu-se, primeiro a seu quarto no Hotel Copacabana Palace, depois a sua casa em Petrópolis, onde entrou em profunda depressão. Após algum tempo, voltou a Paris, internando-se em um sanatório nos Pirineus.


                                      Yolanda Pereira a primeira Miss Universo no Copacabana Palace    


No tempo em que as misses ainda não mostravam as pernas, o Copa serviu em 1930 de palco para o primeiro concurso de Miss Universo no qual as candidatas desfilavam em carro aberto pela cidade e utilizavam a varanda do hotel como passarela, sob os aplausos de uma multidão aglomerada na avenida Atlântica. Yolanda Pereira (Pelotas, 16 de outubro de 1910 - Rio de Janeiro, 4 de setembro de 2001) foi a primeira brasileira a conquistar o título de Miss Universo, em 1930.

“ É a brasileira, em sua mais lata e justa personificação. É uma rima de canção cabocla encarnada num corpo de mulher. Seu moreninho mate é a cor que deve ter toda a patrícia para ser bem brasileira. O Brasil vive-lhe nos olhos irrequietos e fascinadores. Canta-lhe no riso franco e menineiro. Mora no negrume encaracollado de seus trevósos cabellos. Toda ella é Brasil. O desprendimento, a grandeza d’animo, a galanteria brasilica, tudo vive nella, elevando-a a Symbolo da Raça. Salve Yolanda! Salve, “Miss Brasil”! Cem vezes, salve, “Miss Universo”!

* Texto original, extraído do Álbum do Concurso Internacional de Beleza.

A primeira etapa, o título de Miss Pelotas, foi conquistado através do sufrágio popular, tendo ela sido a candidata mais votada, com 4.202 votos. Em Porto Alegre, concorrendo com as demais candidatas, sagrou-se Miss Rio Grande do Sul, em concurso patrocinado pelo extinto jornal Diário de Notícias. Na então capital federal, o Rio de Janeiro, embora não alimentasse esperanças de vitória, ela foi escolhida como a Miss Brasil. O concurso de Miss Universo, chamado na época de "Concurso Internacional de Beleza", também foi realizado no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro. O país tinha seus jurados em desvantagem, e o resultado final estava na dependência dos jurados europeus, sendo que a favorita era a Miss Portugal. Mas, para alegria dos brasileiros, a escolhida foi Yolanda. Em agosto de 1930 (algumas fontes indicam o dia 7 de setembro) Yolanda foi proclamada Miss Universo. O parecer da comissão julgadora levou em conta quesitos como beleza, graça, equilíbrio, proporção, formas e distinção. Os jurados também estiveram atentos ao tipo étnico e à visão do conjunto. Yolanda recebeu a faixa das mãos de Felipe Cardoso, vice-presidente do Conselho Ministerial. O promotor do concurso era o vespertino carioca A Noite, a quem Yolanda concedeu a primeira entrevista, falando de sua surpresa pelo resultado. Disse que não esperava, que não alimentava tal ambição e que apenas se preocupava com o desejo de desempenhar da melhor maneira possível o papel de Miss Brasil.

Um cronista da época chegou a escrever: "Não foi, apenas, a vossa beleza que venceu e que vos faz universal como Einstein e tão cheia de glórias como Lindenberg. O que venceu convosco, Miss Universo, foi a graça radiosa da mulher brasileira."
   



O Príncipe Edward de Gales, futuro Rei Edward VIII da Inglaterra, e seu irmão George, igualmente futuro rei britânico, se hospedaram no Copa em 1931. Edward criou um rumoroso episódio constrangedor para a Família Real Britânica ao se apaixonar por uma jovem brasileira, Negra Bernardez, desquitada e mãe de dois filhos, a qual ele queria levar de todo o jeito para a Inglaterra e com ela se casar. Em seus arroubos, chegou a intentar um vôo num avião experimental trazido desmontado em seu navio para impressionar sua amada, jogando-lhe flores do alto sobre sua casa, no que foi dissuadido por seus assessores. Não se refez do episódio, tomando "homérico" porre e jogando-se todo fardado na piscina do Country Club de Ipanema. Anos depois, Edward, já Rei da Inglaterra, renunciaria ao trono para casar com a desquitada americana Lady Simpson, com quem viveu o amor de sua vida. Quanto à Negra Bernardez, a mulher que recusou ser rainha da Inglaterra, era mãe do famoso colunista social Manuel Bernardez Müller (Maneco Müller).

Em 1933 o Copacabana Palace seria conhecido internacionalmente por um filme realizado em Hollywood, "Flying down to Rio", com Dolores Del Rio, Fred Astaire e Ginger Rogers, ambientado no hotel, mas todo realizado em estúdios nos Estados Unidos, com cenários pintados do Rio de Janeiro e a praia de Malibu "dublando" Copacabana. O filme foi um sucesso e considerado um marco do cinema, já que nesta película dançou junto pela primeira vez o célebre casal Fred Astaire e Ginger Rogers, tornou o hotel famoso mundialmente da noite para o dia.

Em 1934, foi construída a piscina do hotel, em projeto de César Mello e Cunha, depois ampliada em 1949.

Em 1938 inaugurou-se o "Golden Room", com show de Maurice Chevalier.
   

A Segunda Guerra Mundial tornou o Copacabana Palace o único hotel de turismo de porte capaz de hospedar a elite internacional sem sofrer do perigo de um bombardeio. Foram os anos áureos do hotel. A política de boa vizinhança para com os Estados Unidos, estabelecida em 1942, fez com que grandes personalidades daquele país nos visitassem e se hospedassem no Copa. Praticamente todos os grandes atores de Hollywood se hospedaram nele: Clark Gable, Edward G. Robinson, Fred Astaire, Dolores Del Rio (finalmente no Copa!), Katerine Hepburn, Lana Turner, Marlene Dietrich (que realizou show memorável em 1959), Orson Welles (que "morou" seis meses no hotel em 1942, e que num acesso de fúria por ter sido preterido pela atriz mexicana Dolores del Rio, jogou os móveis de seu quarto na piscina...), Walt Disney (que nele esboçou o personagem "Zé Carioca"), Josephine Baker (que manteve encontro furtivo com Le Corbusier), e muitos outros.

Após a guerra, com a proibição do jogo e com o fechamento dos cassinos (a última partida de roleta no Brasil foi realizada no cassino do hotel Copacabana Palace, em 30 de abril de 1946), o Copacabana Palace passou por um grande reforma, que aumentou a capacidade, acrescentando dois andares ao prédio principal, mais a pérgula lateral, que se tornou ponto de encontro da sociedade brasileira e estrangeira, e ergueu-se o Anexo nos fundos, inaugurado em 1949. No antigo cassino foi instalado o Teatro Copacabana, responsável pelo lançamento de muitos talentos da dramaturgia nacional. O responsável pela reforma do Copa foi o arquiteto Wladimir Alves de Sousa, que soube preservar a ambiência antiga do hotel.

O Anexo tornou-se logo lugar não só para residência de hóspedes ilustres, como também para encontros furtivos importantes, pois existia uma elaborada passagem subterrânea, por detrás do salão de cabeleireiro, que conduzia quem não quisesse ser visto daquele lugar até o anexo. Devem ter sido encontros extremamente apaixonados, pois pelo menos dois amantes morreram do coração, um deles importante senador da República por São Paulo e outro um respeitável banqueiro carioca...

Quem quase morreu no Copa, mas de coração partido, foi Carmem Miranda, arrasada pelo fracasso de seu casamento. Carmem trancou-se em seu quarto em dezembro de 1954 e pensou seriamente em se matar, desistindo após olhar a bela paisagem da orla de Copacabana da janela de sua suíte. Carmem, aliás, seria muito mais lembrada pela alegria que exarava em seus shows no Golden Room que por este episódio, que com o tempo lhe levaria à morte em agosto de 1955.

Os anos cinqüenta foram o canto-do-cisne da fase áurea do Copacabana Palace, que entra em lenta decadência após a transferência da capital para Brasília em 1960.

Continuou como um importante hotel da cidade, servindo de pouso a visitantes ilustres do Rio de Janeiro (como os astronautas da Apolo 11), palco da vida social da cidade, onde famosos cronistas sociais iam buscar matérias para suas colunas, mas sem superar o brilho e a energia dos áureos tempos e pela disputa dos novos hotéis da obra de transformação e alargamento da orla de Copacabana recém-inaugurada, na década de setenta.

Em 1985, quando intentaram sua demolição, foi tombado pelas três esferas: IPHAN (Federal), INEPAC (Estadual) e DGPC (Municipal). Em fins da década de oitenta a família Guinle, na figura de seu herdeiro e presidente José Eduardo Guinle, vendeu-o em 1989 ao grupo "Orient Express", que o reabilitou, modernizando velhas instalações sem descaracterizá-las. Atualmente o Hotel Copacabana Palace é um dos mais importantes estabelecimentos hoteleiros da cidade, com modernas 236 acomodações palacianas e dos mais queridos bens culturais do Rio de Janeiro, local de confluência de vários episódios importantes do século XX, sendo preciosa lembrança de uma época de fastígio e esplendor, único bem deste gênero sobrevivente na cidade.

O Copacabana Palace ocupa uma área de mais de 12 mil metros quadrados em no ponto mais nobre da Praia de Copacabana, um piano bar, com dois restaurantes: o Pérgula, situado ao lado da piscina, onde os hóspedes podem tomar café da manhã, almoçar e jantar, e o Cipriani, já cotado entre os melhores da cidade, que oferece o melhor da culinária do norte da Itália. O restaurante, que também tem um bar, está localizado no andar térreo do Prédio Anexo, de onde se pode ver a piscina do hotel. São 225 apartamentos e suítes, sendo 147 no prédio principal e as 78 suítes no anexo, todos de luxo e equipados com vidros à prova de som, ar-condicionado, banheiro com ducha, TV com controle remoto, telefones com duas linhas e discagem direta internacional, conexão para fax ou computador, mini-bar e cofre individual. De acordo com o desejo do hóspede, a cama pode ser King-size, casal ou solteiro. No Anexo, as suítes, de 70 metros quadrados, são equipadas com colchões Sealy, enxoval com acabamento de alto padrão Trussardi 300 fios, têm banheiros com cerâmica italiana, varandas privativas, roupões de banho e pantufas.

Os mais exigentes podem dispor ainda de uma das sete suítes do sexto andar, que tem uma piscina exclusiva, totalmente negra, cercada por treliças brancas, com vista privilegiada para a praia de Copacabana. Completam o luxo desse andar privativo, tecidos franceses, obras de arte e tapetes orientais (foi nessas suítes que ficaram entre outros Lenny Kravitz e os Rolling Stones.

E mais sofisticação se faz presente na infinidade de detalhes entre os quais destacamos que o Copacabana Palace possui aroma único (o "cheiro de Copacabana Palace") desenvolvido exclusivamente para suas instalações; caixas de bombons personalizadas com os nomes dos hóspedes (que, aliás, são chamados pelos nomes por todos os funcionários); marca de água mineral própria; e dispõe serviços de cabeleireiro, massagistas, fitness center, florista, butique, uma piscina semi-olímpica aberta 24 horas (com água climatizada), quadra de tênis e solarium, além de uma base avançada nas areias da praia de Copacabana.

Alguns hóspedes ilustres que assinaram no Livro de Ouro do hotel são: Santos Dumont, Noel Coward, Igor Stravinsky, Stefan Zweig, Henry Fonda, Errol Flynn, Walt Disney, Bing Crosby, Orson Welles, John Wayne, Ava Gardner, Leonard Bernstein, Einsenhower, Vincent Minelli, Gene Kelly, Roman Polanski, Alain Delon, Príncipe Charles, Henry Kissinger, Franco Zefirelli, Jacques Costeau, Richard Gere, Mick Jagger, Jerry Hall, Sting, Ben Kingsley, George Michael, Lady Diana, Winnie e Nelson Mandela, Roger Moore, Michael Schumacher, Francis Ford Coppola, Robert de Niro, Calvin Klein, Susan Sontag, Peter Greenway, Stephen Frears, Brian de Palma, Mickey Rourke, Michelangelo Antonioni, Liza Minelli, Jean Claude van Damme, Patrick Swayze, Givenchy, Oscar de la Renta, Anne Rice, Mathew Modine, Bill e Hillary Clinton, Pierce Brosnan, Claudia Schiffer, Catherine Zeta-Jones, Jean Paul Gaultier, Anthony Quin, José Saramago, Ricky Martin, Anthony Hopkins, Gisele Bundchen, Philip Starck, Valentino, Lenny Kravitz, Tom Wolfe e Carmem Miranda.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SABER OUVIR, UMA HABILIDADE INDISPENSÁVEL PARA OS PROFISSIONAIS DA HOTELARIA



Possuir habilidades de escuta é um dos requisitos mais importantes para a realização de um trabalho em gestão hoteleira. Isso pode não parecer óbvio à primeira vista, mas quando você pensa sobre tudo que envolve gestão de restaurante e hotel esta declaração faz todo o sentido. Hospitalidade é definido como bondade para com os estranhos e como um processo de relacionamento. A melhor definição enfoca o relacionamento e aspectos do processo, porque quem trabalha no negócio da hospitalidade sabe que é preciso atenção constante e consideração, para servir adequadamente as pessoas de uma forma que eles apreciam.
Ser um gestor da boa hospitalidade significa ser capaz de identificar as necessidades dos clientes e funcionários. Isso muitas vezes se resume a ser um bom ouvinte. Um bom ouvinte presta atenção quando as pessoas falam e não assimilar as informações com noções pré-concebidas. Um bom ouvinte é capaz de separar as informações importantes do resto do que é dito e usar essa informação para melhorar o serviço. 
Em outras palavras, boas habilidades de escuta pode ser considerada tanto uma ferramenta de motivação e atendimento ao cliente.

Como gerente de  hotel tem vários objetivos a manter sempre em mente.

* Mantenha os clientes satisfeitos com o serviço e hospitalidade
* Encontrar soluções criativas para problemas potenciais
* Desenvolver formas para se manter competitiva
* Seja sensível às necessidades do cliente
* Manter ambiente pessoal de trabalho produtivo que promove a criatividade e mantém o moral

Estes são os objetivos principais que exigem um gestor bem treinado que tem as habilidades certas em ouvir além da capacidade de gerar novas idéias que podem ser implementadas com sucesso.

Boa capacidade de escuta envolvem muito mais do que apenas ouvir o que as pessoas estão dizendo. Como um gerente de hotel, restaurante ou até mesmo cosmetologia você tem que ser capaz de ler entre as linhas e determinar quais serviços ou problemas que precisa resolver. Muitas vezes as pessoas expressam idéias ou preocupações indiretamente e cabe ao gerente para interpretar corretamente o que está sendo dito. A indústria da hospitalidade é extremamente competitivo e que faz com que a satisfação do cliente uma prioridade.
Mas um bom gerente também aprende a ouvir o seu pessoal. Um cozinheiro comercial patisserie, ou chef gourmet, ou um gerente de hotel deve desenvolver uma equipe de pessoas que trabalham bem juntos. O pessoal deve ter a mesma visão e o mesmo compromisso com o serviço ao cliente como o gerente. Ser capaz de ouvir as necessidades de pessoal também é fundamental para ser um bom gerente.
Idéias que motivam
O negócio da hospitalidade é rápido e exigente. Quanto mais a equipe funcionar como uma equipe, mais suave a operação. Gerentes são responsáveis por coordenar os esforços de um grupo diversificado de pessoas. Mas a equipe também terá grandes idéias sobre como melhorar as operações e como adicionar ou melhorar os serviços para melhorar a satisfação do cliente. Um sinal de um bom gerente é aquele que é capaz de ouvir as idéias e tomar decisões quanto à sua utilização de forma que motiva e não desestimular o pessoal.
Gestão da hospitalidade é tudo sobre como criar satisfação do cliente em um ambiente altamente competitivo e rápido, motivando os funcionários para fornecer excelente serviço. É por isso que habilidades de escuta são necessários na gestão de hospitalidade!

O QUE OS CURSOS DE HOTELARIA NO BRASIL ESTÃO ENSINANDO AOS FUTUROS HOTELEIROS?



A hospitalidade, enquanto campo de estudo acadêmico, é bastante recente. O termo usado por vários estudiosos descreve a hospitalidade como o estudo de atividades de hotelaria e catering. Outros preferem ampliar o leque de definições e explorar a hospitalidade como atos de recepcionar, hospedar, alimentar e entreter pessoas.

Muitos cursos têm um amplo espectro de ensino. Como resultado, os educadores são confrontados com um dilema: deve o curso ser orientado para habilidades técnico-profissionais voltadas à oferta de serviços de alimentos e bebidas, hospedagem, técnicas de coordenação de equipes de trabalho ou deve o currículo ser orientado para o gerenciamento de negócios?

A formação deste profissional pode tanto por cursos de bacharelado quanto tecnólogos. O primeiro mescla matérias teóricas e práticas, com uma formação mais generalista, por incluir matérias como contabilidade, filosofia, comunicação e expressão, marketing, gestão financeira, geopolítica e economia mundial, entre outros.
O que responde  muitas dúvidas tais como; se o aluno ao se formar  já entrará no mercado de trabalho como um gerente  geral e/ou assumindo uma posição superior dentro de uma organização, ou terá um salário maior, etc.
Procuro  demonstrar que a ênfase no aspecto operacional proposto pelos atuais currículos nos cursos de hotelaria no Brasil apresenta fraquezas, que podem vir a se refletir em todo o desempenho do setor, na medida em que não se está formando adequadamente os recursos humanos necessários para dar suporte ao avanço e aprimoramento da atividade.
O próprio histórico traçado da concepção e evolução dos cursos atualmente existentes permite perceber que a ênfase no treinamento operacional foi o foco prioritário, tendo inclusive tido sua origem no desenvolvimento de treinamentos realizados nos próprios locais de trabalho.

Importante ressaltar que, do simples treinar para realização da tarefa, o conceito de treinamento pode contemplar atributos que possibilitem às pessoas aprofundarem seus conhecimentos dentro de uma organização também voltada e aberta ao conhecimento.

Diante desse panorama, o potencial humano poderá contribuir de forma incalculável, a partir do momento em que compreender que o conhecimento é uma riqueza pessoal e um recurso importantíssimo quando compartilhado e democratizado na organização. Transformar dados em informações, informações em conhecimentos e conhecimentos em planos de ação e, conseqüentemente, em resultados pessoais, coletivos, comerciais e financeiros certamente coloca o potencial humano como principal agente facilitador na eficácia organizacional, com conseqüentes ganhos para si mesmo, à equipe de trabalho, à comunidade e ao cenário nacional e internacional mais amplo.

O que se espera do profissional de hotelaria é a consciência da cidadania e a manifestação de sólidos princípios éticos em sua atuação no mercado. E as Instituições de Ensino Superior deveriam garantir ao estudante uma formação mais humanista que o habilite a compreender o meio social em que está inserido e também uma formação técnica específica para desenvolver competências para implantar soluções inovadoras e criativas, com capacidade crítica e reflexiva.

Pensar no ensino da hospitalidade é pensar em perceber a necessidade das pessoas de acolhimento, de ser bem recebido e de estabelecer relações sócio-afetivas. O atendimento de necessidades como acolhimento e recebimento não podem ser realizadas de forma estritamente comercial.

Quando se ensina para o turismo e a hospitalidade é preciso considerar que os seres humanos precisam uns dos outros para sobreviver e esta necessidade do outro implica em uma abertura ao acolhimento, à convivência, à troca.

A preocupação imediata ainda não está voltada para a consciência crítica dos alunos, tampouco para o desenvolvimento do pensamento crítico, mas exclusivamente para o futuro profissional. Na elaboração dos planos de estudo, com freqüência se esquece que devemos desenvolver no indivíduo o espírito de aprender, de ser criativamente funcional para enfrentar as novas situações deste setor tão dinâmico.

O domínio técnico pode trazer destreza na realização de certas funções, porém, ter destreza não significa receber bem e ser hospitaleiro. Hospitalidade não é algo premeditado, é um conceito que está nas entrelinhas e pode ser caracterizado como acolhimento e flexibilidade de relacionar-se com o outro. E as universidades ainda estão preparando os indivíduos para o domínio técnico. A percepção é que não se enfatiza a hospitalidade e o que reflete no final do dia para o hóspede, é a capacidade de ser um bom anfitrião.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O MELHOR HOTEL DO MUNDO!



Se perguntarmos qual é o melhor hotel do mundo,nos vêem logo a mente o Burj Al Arab  em Dubai, correto? Errado!  Segundo a Forbes, o hotel Villa d’Este que fica na Itália é considerado o melhor hotel do mundo. Foi inaugurado no ano de 1873. Está em meio a mais de dez hectares de árvores e flores, ou seja, paz e sossego garantido.


Sua beleza é incontestável, decoração do local reúne luxo e conforto. São 152 quartos, sendo 68 de casal, 67 suítes comuns e as outras são suítes presidenciais. Conta ainda com villas privativas.
A paisagem que rodeia o Hotel, tem o melhor da região, relevos típicos do norte italiano: são lagos, bosques, e montanhas que são cobertas por neve no inverno, no verão é possível passar por trilhas perfeitas para caminhadas.


Lá você vai encontrar: ar condicionado, jacuzzi, TV por satélite com pay per view, internet de alta velocidade, minibar, roupões de banho e chinelos personalizados. E é óbvio que a boa comida não poderia faltar, por isso o hotel conta com 5 pólos de alimentação.



Possui piscinas e saunas para todos os gostos e climas. Para quem gosta de esporte, vai encontrar trilhas, esqui, vela, windsurf, canoagem e muito mais.



 



Não é atoa que foi eleito o melhor do Mundo!

ATENDIMENTO VIRTUAL, UMA TENDÊNCIA?



A matéria a seguir foi extraída da revista Hotelnews. Sou muito receptivo as tendências tecnológicas, neste caso especificamente o atendimento humanizado que é o fator determinante em qualquer hotel vai perdendo o glamour da hospitalidade, é preciso sim, ter a tecnologia como uma ferramenta de apoio, mas não é o que tenho visto, ainda os hotéis que aderiram a essa ferramenta pecam no atendimento personalizado e humanizado. Hipoteticamente falando, faço minha reserva online, chego no hotel, faço meu check in via terminal de computador, e as duvidas? tais como andares, detalhes do apartamento, para qual lado, etc. Tudo isso é preciso ainda manter um atendimento humano.

“Não foi só o know how na implantação de sistemas de revenue e yeld management que a hotelaria importou do setor aéreo. Quando faz cada vez mais sentido a máxima de que tempo é dinheiro, os hotéis não estão hesitando em buscar soluções que agilizem o atendimento na recepção, que começa e termina sempre com a burocracia do check-in e check-out.

“Quando observamos o mercado, um aspecto fica muito claro: velocidade e tamanho. Estas são as palavras que têm mobilizado a indústria em prover soluções que propiciem mais rapidez e ocupem menos espaço físico. Embalada por conceitos de marketing, a indústria tem cunhado o termo “nuvem” como forma de atender à crescente demanda. A próxima onda será a da “mobilidade”, para a qual diversos aplicativos estão sendo desenvolvidos para serem utilizados em smartphones e tablets. Entretanto, quando consideramos a cadeia produtiva, existem atividades que ainda não podem ser substituídas totalmente por tecnologia, pois dependem de informações físicas (papel), a exemplo das notas fiscais, pois muitas empresas ainda não migraram para o meio eletrônico”, pondera o diretor da TX Consultoria, Avelino Alves, para quem tudo não passa de uma questão de tempo.
De acordo com o diretor, as iniciativas que se tem observado ainda não estão integradas com os sistemas de reserva”Muitos deles apenas substituem o formulário físico pela internet. O amadurecimento do setor atrelado à entrada de grandes provedores de informação, sustentados por tecnologia de ponta, pode colaborar com essa situação e agilizar, efetivamente, a implantação do check-in express na hotelaria”, explica.
Tampouco o meio de pagamento eletrônico – outra medida nesse sentido apontada pelo diretor da TX – tem sido adotada com a intensidade desejada, na sua avaliação. “O faturamento deve ser substituído na medida em que a indústria apresente soluções cada vez mais integradas com as reais necessidades das empresas e fornecedores, tais como prazo, informação e documentação. Quando olhamos o mercado brasileiro, existem barreiras que vão exigir muito esforço para sua reformulação/regulamentação, como é o caso de carga tributária e reconhecimento das faturas dos cartões como documento fiscal. Motivados pelo aquecimento da demanda atual e futura, o setor terá que repensar seu modelo de negócio para fazer frente à necessidade crescente de simplificação, integração e, principalmente, redução de custos”, considera.
Quem já experimentou
A Hotelaria Brasil deu o start no processo adotando um balcão de auto check in no Matiz Guarulhos. Com o novo serviço, o hóspede faz toda a reserva e pagamento online, deixando apenas para fazer o check in pessoalmente, evitando a fila de atendimento na recepção. “Chegando ao hotel, o hóspede só precisa dirigir-se ao totem do auto check in, digitar o número da reserva ou CPF, gravar sua chave magnética e seguir para o apartamento. Todo o sistema é amigável com interface prática e simples”, explica Yara Abreu, gerente administrativa da Hotelaria Brasil e uma das idealizadoras do projeto.
Mauro Kaluf, diretor de Operações da Hotelaria Brasil, acrescenta que o auto check in faz parte de um plano de vendas de maior dimensão para o mercado eletrônico, já que desde junho de 2010 a rede fez sua estreia nas mídias sociais com inserção imediata no Twitter, Facebook, Orkut, Blog e canais de vendas de viagens pela internet. “A expectativa é de aumentar de 15% para 25% o número de nossas vendas na internet no primeiro ano após a instalação do sistema e do terminal, que tem em Guarulhos o seu piloto”, informa Kaluf.
A implantação fora do Brasil está em franca expansão e contabilizando receita para quem saiu na frente desenvolvendo expertise no setor. Este é o caso, por exemplo, da Atos, empresa internacional de Tecnologia da Informação responsável pela implementação do sistema em mais de 250 máquinas de auto-atendimento em operação no Reino Unido que, juntas, respondem pelo processamento de mais de 1 milhão de operações agilizadas. Fora do Reino Unido, um dos clientes mais novos é o Yotel Nova York, na Times Square, a primeira unidade da rede localizada fora de um aeroporto.
O sistema de reservas do novo Yotel é totalmente integrado ao quiosque de auto-atendimento da Atos e quando um hóspede se registra no terminal, suas informações são cruzadas com o sistema de reservas juntamente com detalhes de pagamento, e uma chave-cartão criptografada é emitida. Na saída, basta inserir o cartão no quiosque para pagar a conta.
Sistema personalizado

Sérgio Paraíso, gerente de Vendas e Marketing da Pontes Hotéis & Resorts, buscou a parceria da PMWEB, empresa gaúcha especializada em marketing digital e CRM (gestão de relacionamento com os hóspedes e clientes) para o mercado de turismo. Nos três hotéis do grupo - Mar Hotel e Hotel Atlante Plaza, em Recife, e Summerville Beach Resort, em Muro Alto, todos em Pernambuco - foi implantado um sistema de reservas personalizadas via internet que funciona de maneira fácil e rápida sendo necessário apenas efetuar um simples cadastro. "Na própria reserva é possível incrementar a hospedagem solicitando transfer, serviço de núpcias ou até uma bebida do seu agrado para receber no apartamento durante a estada", Sérgio Paraíso.

Outro projeto que está atualmente em desenvolvimento na rede, com a implantação prevista para 2012, é o de um programa de software que possibilitará o check in via web. “Essa iniciativa também vai agilizar o processo de entrada do hóspede em nossos hotéis. No momento em que ele fizer o check in pelo nosso site, o código da reserva será a senha online para obter a sua unidade habitacional (UH) sem ter de passar pelo balcão de registro. Futuramente desenvolveremos, ainda, uma interface via web com acesso a informações sobre a estada no hotel, como dados de registro e alterações de reserva, entre outros. Com isso, o hóspede poderá acompanhar a conta parcial por apartamento sem necessidade da interferência do staff de recepção, de forma prática e antes mesmo do check out”, antecipa o gerente, que vê na solução uma forma inovadora de acompanhamento de despesas, o que é uma vantagem adicional ao público, especialmente o corporativo.”
                                                                                                                            fonte: revistahotelnews

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

GERENTE GERAL E SUAS APRESENTAÇÕES


livro

Eventualmente nós GG’s  estamos fazendo apresentações  nas reuniões para funcionários, para os investidores, apresentando resultados para diretoria, e/ou mesmo para clientes. As vezes somos convidados por instituições de ensino para ministrar uma disciplina ou fazer uma palestra, enfim Gerente de hotel recebe convites de todos os lados.
Na maioria das vezes é preciso elaborar uma apresentação, reunindo material, pesquisando na internet ou através de livros e revistas, para tanto, é preciso apresentar todas as informações relacionadas ao tema que será exposto para o publico convidado.
As vezes é preciso usar de criatividade e de boa didática para obter um resultado satisfatório, e para isso, estamos já condicionados a abrir o notebook, buscar slides já prontos na internet, ou mesmo  elaborar  os próprios slides.
Já tenho  experiência com apresentações a bastante tempo, sempre utilizo slides em todas elas, mais precisamente faço uso das ferramentas do PowerPoint e data show.
Como tudo na tecnologia muda constantemente, venho percebendo que já está obsoleto  alguns recursos que utilizamos, por exemplo: o PowerPoint.
Desde que me entendo por hoteleiro (há 25 anos), eu faço e  vejo apresentações em slide’s. Não sei se vocês lembram, mas começou com as famosas Transparências! Não lembram? Para os que não foram dessa fase, as transparências eram folhas transparentes colocadas em um aparelho com lentes e luzes que projetavam o que estava escrito nas folhas.
Mas evoluímos para o projetor e o PowerPoint. Ainda no Win98. Oficce XP.Porém, a evolução não para de uns tempos pra cá, a Apple se difundiu no mundo, e com ela seus soft’s. Como o iWork(Pages, Numbers e o Keynote). Essa última, Keynote é a evolução dos slides. Não é uma simples apresentação de slides, é A APRESENTAÇÃO! Com estilos modernos, com muitos efeitos magníficos, ele deixa no chão o PowerPoint.

Deixo  aqui uma excelente dica do livro:

A partir desta obra Totalmente em Cores, O designer de apresentações e internacionalmente aclamado expert em comunicação Garr Reynolds, criador do website mais popular sobre design de apresentação e performance da internet presentationzen.com compartilha sua experiência num provocante mix de iluminação, inspiração, educação e direcionamento que irá mudar a maneira como você pensa ao fazer suas apresentações com PowerPoint ou Keynote. Apresentação Zen desafia a sabedoria popular sobre como fazer apresentações em slides no mundo de hoje e o encoraja a pensar diferente de forma mais criativa sobre a preparação, o design e a performance das suas apresentações. Garr compartilha lições e perspectivas que fornecem conselhos práticos para os campos da comunicação e dos negócios. Combinando os princípios sólidos do design com as doutrinas da simplicidade Zen, este livro o ajudará, ao longo do caminho, para criar apresentações mais simples e mais eficazes.
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            Titulo: ApresentaçãoZen
·         Editora: Alta Books
·         Autor: Garr  Reynolds

                                                                               Boa leitura!