segunda-feira, 27 de maio de 2013

FALAR INGLÊS SÓ NA COPA?


Assisti uma reportagem de uma TV, na qual proprietários de bares, restaurantes e hotéis das  principais  capitais que irão sediar os jogos da copa, estavam  sendo questionados sobre a mão-de-obra que irá receber os turistas, e se esta estava preparada  para atender esses visitantes em outro  idioma, neste caso a  língua inglesa.

O  que me admira é o governo desesperadamente criar projetos relâmpagos tais como “ Atender o turista” “ Turista seja bem vindo”  com o objetivo de “ ensinar” essa mão de obra, de uma hora para outra, falar um idioma estrangeiro.

Para tanto, confeccionou se apostilas, material didático, cartilhas, etc.  que não passam de frases para decoreba.

Fico até surpreso já que a mão de obra para hotelaria, é um gargalo  em todo país, ou seja, não há uma valorização do profissional em termos de salários, bem como a nível curricular, ainda  trás a empáfia de que todos  os profissionais deverão  falar inglês.

Se observarmos na pratica, o nível de escolaridade dessa mão de obra, não passa do ensino  fundamental, temos um déficit gigantesco em nosso  ensino educacional, principalmente no quesito ensino de língua estrangeira.

Outro dia, ouvi de um funcionário do hotel, que era obrigação da empresa pagar um curso de inglês  para seus empregados.

No meu entender as empresas não tem nenhuma obrigação de pagar um curso de inglês para seus funcionários.

Haja visto, que é obrigação de cada um especializar se e  aperfeiçoar  as  habilidades  como profissional e como cidadão globalizado, independentemente de copa ou não.

Cabe a nós brasileiros mudar a mentalidade escravagista e retrógada que ainda perpetua em nossa sociedade, ou seja, pensar que o patrão tem por obrigação “ ajudar”,  “ ter misericórdia”  dos  empregados. Como também, não tão menos importante, dizer aos “patrões”,(empresas), que abandonem  seus paradigmas  quando se tratar de funcionários, enxergá-los como parceiros e não mais como números, ou da forma pejorativa “ mão de obra”.

Voltando ao tema que nos interessa, hotelaria. Por exemplo: quando publico  vagas  para garçom em nosso hotel recebemos  uma quantidade  enorme de currículos e me surpreende muito, os  candidatos em sua maioria não tem orgulho de sua profissão! Muitos deles ainda tem a mentalidade de que um garçom  é um serviçal, é um empregado  qualquer  que só está  ali  para servir, muito pelo contrário, um garçom sendo profissional, é  de fundamental importância em qualquer  hotel ou restaurante  e cabe a essa classe se unir e se posicionar no mercado  como um profissional de alto nível tal como um advogado ou médico. Já  está fora  essa idéia de que garçom é função para quem está desempregado, ou mesmo  para quem está “passando uma nuvem”. O mercado busca um garçom com habilidades e conhecimentos intrínsecos a sua profissão como por exemplo: expressar se bem  em seu idioma nativo, falar bem uma segunda língua, ter conhecimentos aprofundados de vinhos,  conhecer as regras de etiqueta, e ter uma visão profissional completa, isso é o mínimo que se espera de um garçom. O que também é valido para todas as demais profissões.


Apenas como uma dica; Para quem não tem a oportunidade de viver uma temporada fora do país, aprender um segundo idioma não é tarefa tão fácil como simplesmente ficar decorando frases  prontas.  Também não  é  a escola  ou professor  que fará você  falar a  língua estrangeira, o esforço é totalmente seu, escolas e professores  são apenas ferramentas para te fazer  subir as escadas do aprendizado.