sexta-feira, 20 de setembro de 2013

POR QUE O BRASILEIRO TEM O PÉSSIMO E VERGONHOSO HÁBITO DE SER DESONESTO?


Todos nós  de uma maneira ou de outra, cometemos erros, pequenos atos de desonestidade que ao longo do tempo olhamos para trás e percebemos que esse péssimo comportamento está enraizado na nossa cultura. A começar pela nossa educação em família.

Quando criança choramos para mamar, para receber colo e carinho e quando a criança é contrariada chora mais ainda, esperneia, faz escândalo até que seus pais satisfaça seus desejos. Com o tempo a criança cresce e dar início as pequenas mentiras, ela mesmo aprende a chantagear seus pais, depois  os professores, coleguinhas e quando esse comportamento não é corrigido nesta fase mais critica, ela torna-se um adulto já corrompido e a partir daí dar-se-ia o nome de “ jeitinho brasileiro”.

Mas como corrigir este comportamento indesejável? Sem dúvida, os pais são os principais responsáveis pela educação dos filhos. Lamentavelmente, a educação brasileira é uma das piores do mundo.
No Brasil  aprende-se que ser “ esperto” é  não ser  trouxa, que aquilo que é “ achado” não é roubado, que fazer um gato  na rede elétrica é uma forma de economizar, que receber ou dar  o troco errado está tudo bem.
Essa pratica nojenta que o brasileiro tem e é cultivada em todos  os setores, seja na vida pessoal, familiar, na política,  na profissão e não poderia deixar de ser na hotelaria.
Se há uma coisa que eu não tolero e combato radicalmente é saber de algum funcionário que tenha esse comportamento continuar  trabalhando na minha equipe.

Não abro mão de testar de todas as maneiras o caráter dos meus funcionários. Não há coisa mais desagradável que ouvir de um hóspede: “ quero falar com o gerente! Sumiu um anel do meu apartamento.”

Eventualmente crio “ arapucas” para testar a honestidade de uma camareira, uma delas  é criar uma situação quando um hóspede faz o check out, lá coloco uma corrente de ouro, um perfume, ou mesmo uma carteira contendo algumas notas e espero que a camareira ao finalizar a limpeza do apartamento encontre o objeto, registre-o no relatório de achados e perdidos  e entregue para governanta. Sinto uma felicidade enorme quando essas coisas acontecem. Porém, é claro, tudo tem que ser feito dentro da normalidade.

Outra  situação é do walk-in, um " cliente oculto"  faz seu check-in e paga uma tarifa cheia (balcão)  em dinheiro, apos alguns minutos  no apartamento, retorna a recepção e diz que devido a uma emergência terá que fazer o check-out, porém reconhece que devido ter usado a unidade não haveria devolução do pagamento e não precisará de nota fiscal. Então só resta esperar se o  recepcionista creditou e registrou todo o trâmite. Mas  lamentável alguns não resistem e quando registra o check-in o faz com uma tarifa reduzida, com desconto, etc. outros nem sequer efetua o check-in.

Eu preciso acreditar nas pessoas  que trabalham na minha equipe! Porque no dia que vier a minha sala um hóspede se queixando de algum furto, saberei discernir se o mesmo está usando de má fé.


Outra coisa que é vista em  hotéis é a “ esperteza”  de certos hóspedes, principalmente funcionários de empresas que ao efetuar o check-out pede  para o recepcionista  alterar valores da nota fiscal, trocar o consumo de bebidas alcoólicas por alimentação, paga uma diária  reduzida e quer que a nota tenha uma diária diferente, enfim se o hotel compartilha com essa safadeza, sem duvida o gerente é cúmplice, e isto é roubar.