segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

“MÃO DE OBRA “ NA HOTELARIA, COMO NÃO CONTRATAR...




Já estamos cansados de saber  que a “mão de obra” para hotelaria, é o maior gargalo dos hotéis.
Enquanto continuarmos  procurando  mão de obra, continuaremos com um alto índice de insatisfação e do turnover.
Esse termo “mão de obra”  já é ultrapassado, tem um conotação pejorativa. Vamos entender o conceito;
Mão de obra designa o trabalho manual empregado geralmente na produção de indústrias, mas também pode ser utilizado para se referir ao trabalhador de qualquer empresa.

A mão de obra pode ser dividida em mão de obra direta, que é quando o trabalho é diretamente empregado na fabricação de um bem ou serviço, e a mão de obra indireta que é quando o trabalho é realizado em atividades freqüentemente indivisíveis, como a supervisão ou apoio à produção de manutenção de máquinas  e equipamentos, limpeza ou vigilância e etc.

Mão de obra também pode ser usado de forma coloquial, para se referir a uma tarefa que exige muito esforço ou empenho, para falar que fazer determinada atividade foi realmente muito difícil de ser realizada. Uma das mãos de obra mais utilizada e requisitada é a mão de obra na área das construções e engenharia civil.

Para ilustrar melhor essa definição, contarei uma pequena historia:

Certo dia um certo hoteleiro se queixa com um consultor sobre a dificuldade que encontrava em motivar seus funcionários, pois segundo ele, sua equipe de camareiras  estava  desmotivada, e o consultor lhe disse:
Senhor, quando uma empresa contrata um funcionário mesmo para ser um faxineiro, sem duvida a empresa está precisando apenas de “ mão de obra” ou seja, das duas  mãos  daquele funcionário, mas não esqueçamos que estas duas  mãos  veem acompanhada de dois braços, um corpo e um cérebro e com esse  também vem toda uma vida de hábitos, costumes, cultura, vícios, neuras, daquele funcionário. A empresa não só contratou duas mãos, mas todo os valores agregados, ou seja, um pacote completo de ser humano, e é partir daí que devemos repensar nossos  conceitos de Recursos Humanos dentro das empresas.

Por essa razão é muito importante o processo seletivo e de quem o faz,  cabe aqui dizer  aquele velho ditado “ cada um no seu quadrado”.

Os grandes hotéis de rede tem um departamento de Recursos Humanos que se dedica exclusivamente aos recursos humanos propriamente dito, estes tem melhores chances de efetuarem um processo seletivo mais enxuto.
Agora o que dizer dos hotéis independentes e de pequeno porte, onde em sua maioria  são administrados pela própria família? Posso dizer com experiência  de causa, que o maior erro cometido por esses  proprietários  é contratar por QI ( quem indica).
Por diversas vezes tenho visto nestes hotéis pessoas sem o mínimo de profissionalismo, e se formos questionar como essas pessoas conseguiram seus empregos, veremos situações parecidas  como essa:
D. Maria é diarista na casa do dono do hotel, e chega ao patrão e pergunta?  “Doutor” minha sobrinha é uma moça linda, simpática acho que ela poderia trabalhar lá no hotel de recepcionista. E por essa indicação, é colocada na recepção por simplesmente ser conhecida.

Outra situação, o amigo chega ao proprietário e diz:  Eu tenho uma pessoa  para trabalhar no teu hotel, é de minha confiança e eu conheço seus pais, família, etc.

E assim, os hotéis vão se enchendo de pessoas  que por estarem precisando de um emprego, logo são colocadas no lugar errado, sem o perfil adequado, sem as qualidades para executarem suas funções com profissionalismo.
Na hotelaria não existe mais  espaço para curiosos, não existe mais essa de dizer que estão ali até encontrar outro emprego melhor, vemos isso quando se contrata um garçom, se for contratar um, que este tenha no mínimo os requisitos essenciais, gostar de servir, sem servilismo.