segunda-feira, 30 de junho de 2014

“BRINCANDO” DE HOTEL




Recentemente precisei viajar, e como tenho por hábito me hospedar em hotéis diferentes dos que já conheço, até por que, fico conhecendo todo o trade hoteleiro de cada cidade.

Bem, nessa minha última viagem me hospedei em um hotel que a primeira vista, a fachada me levava a crer  que seria um bom hotel, pois se tratava de um hotel  recém aberto, em fase soft  opening.

Muito bem, ao entrar na recepção já tive um susto não havia mobília  da recepção, um vazio  total e lá no fundo  atrás do balcão encontram-se duas  moças  sentadas em frente a tela de um computador e claro, eu atrapalhei o momento de lazer  das duas, pois estavam no facebook.

A sensação foi a mesma de quando precisamos de um atendimento num órgão publico, frieza total. Me aproximei, dei bom dia e mal olharam pra mim, pois   continuavam na  tela do seu computador.

Perguntei se tinham vagas, uma delas que usava uma blusa onde os  peitos pareciam pular do decote, balançou a cabeça como sinal de afirmativo. Disse-lhe que precisava de um apartamento, tão logo  percebia a má vontade,  o despreparo e total falta de profissionalismo, e perguntei se precisava  preencher uma ficha,  ela joga uma folha  de papel e uma caneta mordida.

Em nenhum momento me foi dito que o hotel estava em fase de abertura, e havia algumas falhas, etc. absolutamente, mais pareceu que estavam me fazendo um favor, me entregou a chave ( não era de cartão magnético), para o porte daquele hotel, o mínimo seria ter uma fechadura eletrônica.

O elevador  estava quebrado e já fazia dias, tive que subir pela  escada de serviço.
Quando chego no quarto, outro susto um apartamento tão pequeno  que mau dava pra respirar, a cama de lastro de madeira, colchão de espuma fino e um enxoval de fazer vergonha, de péssima qualidade.

O banheiro sem Box, o piso era uma toalha de rosto velha que mais parecia um pano de chão, o vaso sanitário com restos de cimento da obra e duas toalhas de banho daquelas que já sofreram mil lavagens, assim era o quarto daquele hotel que aparentava ser um “quatro estrelas”, mas só a fachada.

Naquele momento tive vontade de descer e cancelar meu check-in e ir para outro hotel, mas como estava cansado da viagem e tinha outras urgências na cidade, resolvi ficar por ali mesmo.

Logo descobri que o hotel era de um empresário da cidade que tem  um motel, e logo percebi que o enxoval do motel estava sendo usado no hotel.

No dia seguinte, fui ao café da manhã, meu Deus! só consegui  tomar uma xícara de café e frio, por incrível que pareça  o salão  tinha bastante hóspedes, muitos  viajantes, funcionários de empresas, representantes comerciais e por ai.

Juntaram algumas mesas e lá  colocaram as  travessas de pão, bolos de caixinha, frutas, melancia e banana potes de margarina, me lembrou daqueles  cafés da manhã de obras onde se vai numa padaria e compra um monte de comes e bebes e colocam numa mesa para peãozada enxerem o bucho.

Enquanto estava sentado, eu via os funcionários sem uniformes, as camareiras de chinelos dos pés, usando calça jeans, um cenário de horror!

Neste momento adentrou o proprietário, e eu o conhecia, veio me cumprimentar, sentamos e iniciamos uma consultoria de grátis.

Tão logo me perguntou o que eu achava do mais novo hotel da cidade? Não quis ser logo de inicio desagradável, e aos poucos  fui apontando as falhas.
Como já postei vários textos sobre donos de hotéis despreparados e sem visão hoteleira, ele era mais um na lista dos que buscam alugar quartos e não oferecer serviços de hotelaria.

Eu fico impressionado com essas  figuras que acham que por terem condições de construir um prédio, e já se intitulam “ hoteleiros”, e depois sofrem as consequências de baixa ocupação e ficam culpando a crise.
Eu particularmente, não retornarei naquele  hotel e tenho cá minhas duvidas se os clientes que   se hospedarem lá também retornarão.