segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Em quanto tempo é feito uma limpeza no quarto do seu hotel?





A hotelaria brasileira ainda vive na sombra das convenções de Sindicatos de empregados de bares, botecos, restaurantes, hotéis, pousadas, motel, barraca caldo de cana, do pastel, barraca do Zezinho, pensionatos, pizzarias, etc, etc, etc, esses sindicatos absurdamente estipulam o tempo e o volume de quartos que uma camareira tem que limpar. Toda convenção que leio, lá estarão as cláusulas e parágrafos, “ é limitado o número de 16 UH’s ...” . os modelos  copiados desde a hotelaria dos  anos 80, sem nenhum  critério de estudo e fundamentos.
Os sindicatos vivem na idade da pedra, nada progridem, não evoluem, mas a hotelaria sim, essa evoluiu e muito desde os anos 80. A diversidade e características de hotéis mudou, produtos, tecnologia, etc.
Existem uma enorme diferença de arrumar um quarto de um Ibis qualquer a de um hotel de luxo, tanto em metragem, como em detalhes. Mas as convenções são as mesmas, estipulam o número de quartos. Criou-se uma cultura de que uma camareira não deve ultrapassar 17 minutos em cada UH em arrumação e, 35 minutos em uma saída. Com isso a camareira trabalha sobre pressão da sua governanta, que também sofre pressão do pessoal de vendas, da gerência geral. O quadro de camareiras é reduzido, a formula é a seguinte: para um hotel de 100 UH divide-se pelo número de quartos por cada camareira e temos a falsa fórmula.
Já vi a seguinte fórmula: 100 quartos, divididos pelo número de tempo de arrumação, ( 16 minutos), tem-se uma média de 6/7  camareiras  contratadas. Pronto essa é a média que muitos gestores adotam em seu quadro de camareira. Porém, essa camareira vai folgar, vai tirar férias, vai ficar doente, vai faltar ao turno, o hotel vai ter altos e baixos em sua ocupação, de uma hora para outra recebe um grupo, enfim, sempre vai sobrar para equipe de governança se dobrarem  em excessos de serviços. Os níveis de sujidade variam de hóspede para hóspede, Mas as cobranças ao pessoal de vendas, ao gerente são muito, não querem nem saber, tem que ter apartamentos para vender, a palavra de ordem é vender, vender, vender.
Precisamos mudar os conceitos, depois do que a rede Globo, em seu programa de Fantástico, mostrou sobre os absurdos que muitos hotéis praticam, em não trocarem os enxovais de cama, após a saída de um hóspede do quarto.

Não existe tempo engessado para se limpar um quarto, uma boa camareira sabe disso, deve-se ter um parâmetro que se adeque a sua produtividade, pois além de quartos, muitos hotéis para economizarem em seu quadro, usam as camareiras para outras atividades, limpeza de áreas sociais, o que não deveria, e os sindicatos fazem vistas grossas, afinal estão pouco se preocupando com isso. Por outro lado, eu conheço uma rede hoteleira onde o  candidato a gerente em seus hotéis, precisa saber  limpar um quarto tão quanto sua camareira, eu acho isso o máximo, ele também precisa saber servir um vinho, receber uma família, e um hóspede solteirão mulherengo... e desde  então, saberá sentir  na alma o que vem a ser a essência do seu negócio.

Eu acredito nesse modelo de hoteleiro que coloca  a mão na massa... Usar terninhos e gravatinhas de marcas, adotar barbinhas de lenhador me parece ser o novo modelo hoteleiro.

É isso  ai, boa  hotelaria  a todos!



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